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Sociedade

UTAD apresenta projeto DOURORISK para prevenir e mitigar riscos naturais à escala local

UTAD apresenta projeto DOURORISK para prevenir e mitigar riscos naturais à escala local A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) apresenta esta quarta-feira, às 17h30, no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Sanfins do Douro (Alijó), o projeto DOURORISK – Prevenção e Mitigação de Riscos Naturais à Escala Local. A sessão contará com a presença do Professor Ricardo Bento, Pró-Reitor para o Planeamento, Território e Património da UTAD.O DOURORISK é uma iniciativa piloto que visa criar uma ferramenta digital, inteligente e interativa de georreferenciação para gestão de risco associado a eventos meteorológicos e climáticos compostos. O objetivo é promover o conhecimento, a prevenção e mitigação de riscos naturais em terreno complexo à escala local.Entre as principais metas do projeto está o reforço da adaptação da população às alterações climáticas, através da capacitação das comunidades locais, bombeiros voluntários e outros agentes na compreensão e gestão de riscos naturais, como incêndios florestais, secas e ondas de calor, inundações repentinas e movimentos de vertentes, promovendo resiliência e segurança no território.A equipa da UTAD é liderada pela Prof.ª Margarida L. R. Liberato, investigadora do Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas CITAB) e do IDL-UL, com mais de duas décadas de colaboração com o grupo EPhysLab da Universidade de Vigo (UVigo). Integram ainda a equipa os docentes e investigadores Prof.ª Elisa Preto Gomes, Prof. Luís Sousa e Prof.ª Anabela Reis (CGeo), bem como a Prof.ª Margarida Correia Marques e o Prof. Domingos Lopes (CITAB). O grupo contará ainda com o apoio de dois licenciados a contratar.Selecionado no âmbito do Programa “Promove. O futuro do interior” – edição 2025, promovido pela Fundação “la Caixa” em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), o projeto DOURORISK foi distinguido no Concurso para Projetos-Piloto Inovadores.Com um investimento total de 199 mil euros, o projeto resulta de um consórcio entre a UTAD, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sanfins do Douro (AHBVSD) e o Environmental Physics Laboratory (EPhysLab) da Universidade de Vigo. PROGRAMA17h30 – SESSÃO DE ABERTURAJosé Luis Vilela – Presidente da Direção da AHBVSDRicardo Bento – Pró-Reitor para o Planeamento, Território e Património da UTADJosé Paredes – Presidente da Câmara Municipal de AlijóMiguel Fonseca – Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Douro – ANEPCBruno Girão – Comandante da AHBVSDMargarida L. R. Liberato – Coordenadora Científica do Projeto DOURORISK – UTAD18H15 – MESA REDONDAPrevenção e Mitigação de Riscos Naturais à Escala Local: da Ciência à AçãoMargarida L. R. Liberato – Investigadora Responsável do Projeto DOURORISK; Professora Associada da UTAD, investigadora do CITAB e do IDL-ULElisa Preto Gomes – Professora Catedrática da UTAD, investigadora do CGeoMargarida Correia Marques – Professora Auxiliar da UTAD, investigadora do CITABLuís Sousa – Professor Associado da UTAD, investigador do CGeoAnabela Reis – Professora Auxiliar da UTAD, investigadora do CGeo19H00 – ENCERRAMENTOTransformar Riscos Naturais em Oportunidades: Inovação e DesenvolvimentoHugo Vilela – Coordenador Global do Projeto DOURORISK – AHBVSD

AEP apresenta projeto “Novo Rumo a Norte – Rumo à Sustentabilidade” para fortalecer as MPME da região Norte

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) apresenta amanhã, 5 de novembro, às 09h00, o projeto “Novo Rumo a Norte – Rumo à Sustentabilidade”, uma iniciativa que visa impulsionar o crescimento sustentável das micro, pequenas e médias empresas (MPME) da região Norte, reforçando a sua competitividade e capacidade de adaptação aos desafios da sustentabilidade e da transição verde e digital.Assente na continuidade do trabalho desenvolvido em prol das MPME do Norte, este projeto pretende mitigar as lacunas existentes na cadeia de valor e fortalecer o ecossistema empresarial regional, promovendo a adoção de boas práticas ESG (Environmental, Social and Governance) como fator de diferenciação e sucesso a longo prazo. “Antecipando as exigências que cada vez mais se colocam às MPME, o projeto aposta em ações de sensibilização, capacitação e disseminação de boas praticas e dos resultados do Projeto, ajudando as empresas a interpretar e construir instrumentos capazes de responderem às novas exigências regulatórias e de mercado. O desafio da sustentabilidade – ambiente, social e governance – é tratado não apenas como um imperativo, mas também como uma estratégia de inovação, criação de valor e competitividade”, adianta o presidente do CA da AEP, Luís Miguel Ribeiro.O “Novo Rumo a Norte – Rumo à Sustentabilidade” surge também como resposta à necessidade de partilha de informação, da capacitação e da construção de instrumentos adequados para todas as empresas, independentemente da sua localização geográfica na Região Norte, para contribuir para corrigir as desigualdades regionais evidenciadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que apontam a necessidade de reforçar a coesão económica e social na região Norte, especialmente nas NUTS III. O projeto, acima de tudo, consuma a igualdade de oportunidades para todos os atores económicos e sociais de cada NUT III e encontra-se alinhado com a Estratégia de Especialização Inteligente S3 NORTE 2027. Liderado pela AEP, o projeto conta com a experiência e know-how adquiridos em iniciativas anteriores, como os reconhecidos “Novo Rumo a Norte | Cooperação | Empreendedorismo | Inovação” e “Novo Rumo a Norte – Rumo ao Crescimento”, e aposta em ferramentas de diagnóstico, produção de conhecimento e disseminação de boas práticas, fomentando a cooperação entre empresas, entidades e parceiros regionais.Por meio das diversas ações a realizar, o projeto gerará impacto positivo e duradouro na performance das MPME, promovendo a partilha de recursos, a colaboração e o reforço da competitividade sustentável, contribuindo assim para o desenvolvimento económico equilibrado da região Norte.Com um orçamento global de 924.627,28 euros, cofinanciado e uma duração prevista até ao segundo trimestre de 2027, o projeto irá abranger 500 MPME da região Norte, proporcionando-lhes ferramentas, conhecimento e capacitação em áreas estratégicas da sustentabilidade empresarial.

Serviço de Helicópteros do INEM com operação 24 horas no norte do país

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) reforçou novamente o Serviço de Helicópteros de Emergência Médica (SHEM), com a entrada em funcionamento em regime contínuo, 24 horas por dia, do helicóptero sediado em Macedo de Cavaleiros, a 25 de outubro. “Este reforço segue-se à recente transição para operação 24 horas das bases de Évora e Loulé, concretizada a 20 de outubro, representando mais um passo na expansão da capacidade de resposta aérea do INEM em todo o território continental.”, revela o INEM em comunicado sendo que “a extensão do regime noturno a Macedo de Cavaleiros foi precedida de um período de preparação e treino adicional das equipas de pilotos, atendendo às especificidades orográficas da região Norte, que exigem condições de segurança reforçadas para o voo noturno.” O reforço do SHEM traduz um aumento significativo da prontidão e eficácia da resposta aérea do INEM, permitindo uma assistência médica mais rápida em situações de emergência, independentemente da hora ou localização. Para o INEM “As equipas envolvidas têm destacado o desempenho positivo das aeronaves, sublinhando a fiabilidade, estabilidade e conforto que proporcionam condições ideais para a prestação de cuidados de emergência em voo.” A saber que o SHEM é atualmente operado pela Gulf Med Aviation Services, numa operação complementada pela Força Aérea Portuguesa.

I Encontro de Cuidadores Informais vai decorrer em Amarante

A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) e a Segurança Social vai assinalar o Dia do Cuidador Informal com a realização do I Encontro de Cuidadores Informais da ULS Tâmega e Sousa e Segurança Social, no próximo sábado, 8 de novembro, no Centro Pastoral de Amarante, entre as 09h30 e as 14h00 (ver cartaz acima). “O encontro será um momento de partilha e valorização do trabalho desenvolvido no terreno pelos profissionais que operacionalizam a medida de proteção social – Estatuto do Cuidador Informal – na área de influência da ULSTS. A iniciativa reunirá 270 cuidadores informais provenientes dos 11 municípios que integram esta região.”, revela a Unidade de Saúde em comunicado. A sessão de abertura vai contar com a intervenção do Presidente do Conselho de Administração da ULSTS, de representantes da Segurança Social dos distritos do Porto e de Aveiro, e do Presidente da Câmara Municipal de Amarante, que acolhe o evento. “Estão ainda confirmadas as presenças de elementos dos executivos dos 11 municípios abrangidos pela ULSTS.”, refere.

5 de Novembro – Proteção Civil lembra o que fazer em caso de sismo

Exercício A TERRA TREME – 13.ª Edição A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) realiza amanhã, quarta-feira, dia 5 de novembro, às 11h05, em todo o território nacional, o Exercício Público de Sensibilização para o Risco Sísmico A TERRA TREME. Embora a iniciativa decorra a nível nacional, a ANEPC, em articulação com a Direção-Geral da Educação (DGE) e com a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) promoverá um evento principal na Escola Básica e Secundária Professor Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira. A comunidade escolar realizará o exercício, praticando os três gestos de autoproteção em o caso de sismo: Baixar, Proteger, Aguardar. Durante um minuto, os participantes, individualmente ou em grupo (famílias, escolas, empresas, instituições públicas, privadas ou associativas), são desafiados a praticar três gestos de autoproteção: Baixar, Proteger e Aguardar. Em todo o país, os Comandos Regionais e Sub-regionais de Emergência e Proteção Civil da ANEPC, em parceria com comunidades educativas, serviços municipais de proteção civil, corpos de bombeiros e outros agentes de proteção civil, irão desenvolver ações de sensibilização sobre o risco sísmico. A sessão será transmitida em direto no canal de YouTube da DGEstE: https://www.youtube.com/@dgestetv

Aluna da UMinho premiada para estudar o risco de cheias no Cávado

A aluna Chaima Badri foi laureada com uma bolsa do Impact Center for Climate Change e vai analisar áreas de Braga, Amares e Vila Verde. A estudante da Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM), foi distinguida pelo Impact Center for Climate Change da Fidelidade, para desenvolver mapas de risco e ações de sensibilização na Comunidade Intermunicipal (CIM) do Vale do Cávado. Esta foi uma das bolsas para mestrado atribuídas no ano letivo 2025/26, de 870 euros mensais, para incentivar os jovens a investigar sobre os impactos socioeconómicos e ambientais das alterações climáticas em Portugal. “Este trabalho pretende contribuir para organizar e atualizar informações sobre precipitação, zonas vulneráveis e impactos das inundações, criando um repositório acessível a entidades como a Proteção Civil, câmaras municipais e juntas de freguesia, melhorando a comunicação e a prevenção dos riscos de cheias”, diz Chaima Badri. A aluna do 2º ano do mestrado em Geociências – especialização em Riscos Naturais e Mudanças Globais é orientada pelos professores Paula Marinho Reis e Renato Henriques, no âmbito da sua tese “Towards a flood resilience information hub: Integrating multi-source data for risk and impact mapping in the Cávado region”. A pesquisa decorre no Departamento de Ciências da Terra da ECUM e tem a parceria da CIM Cávado. A investigação utiliza cartografia de alta resolução, tecnologia ótica de deteção remota (LiDAR) e sistemas de informação geográfica (SIG) para simular cenários de inundação e avaliar a vulnerabilidade de edifícios, escolas, hospitais e infraestruturas, a começar pela freguesia de Palmeira, considerada de risco no concelho de Braga. O trabalho será depois replicado em zonas de Amares e Vila Verde, onde há pouca informação sobre perigos de inundação. “Este projeto tem uma dimensão científica e também social, desde o planeamento urbano até à proteção de bens e vidas humanas, logo esperamos ajudar na tomada de decisão e ainda realizar campanhas locais e ações de sensibilização junto de quem vive em áreas sensíveis”, sublinha Chaima Badri. Nos objetivos do estudo está igualmente um novo repositório com dados recolhidos no terreno que reforce a ordenamento e a resiliência do território e a cultura de prevenção. “Há consciência crescente de que as tomadas de decisão dos responsáveis têm que se basear em informação científica sólida”, adianta. Para a professora Paula Marinho Reis, esta bolsa reconhece o talento e a dedicação de Chaima Badri, bem como o papel da UMinho “na formação de jovens investigadores capazes de responder a desafios ambientais cada vez mais complexos”. Da Biologia às Geociências Chaima Badri nasceu há 26 anos na Tunísia, onde fez a licenciatura e o mestrado em Biologia, seguindo-se um estágio na Universidade de Salamanca (Espanha) e, agora, a UMinho. “Na Biologia estudei rizobactérias, que ajudam os solos e as oliveiras a resistir às alterações no clima; quis entretanto perceber melhor a relação entre o solo, os riscos naturais e as estratégias de adaptação às mudanças globais, um tema cada vez mais crucial na sociedade, por isso escolhi as Geociências e espero continuar a investigar para depois entrar no mercado de trabalho”, afirma.

Prevenção do Cancro – Projeto “saBeR mais ContA” reforça a importância de testar mutações BRCA

No mês de prevenção do cancro da mama, Projeto “saBeR mais ContA” reforça a importância de testar mutações BRCA. Em Portugal, diagnosticam-se anualmente cerca de 9.000 novos casos de cancro da mama e registam-se 2.000 mortes1; cerca de 5-10% dos casos são hereditários2. No mês em que o mundo se veste de rosa, o projeto “saBeR mais ContA” reforça a necessidade de aumentar a literacia sobre o cancro hereditário, incentivar a referenciação para testagem dos genes BRCA1 e BRCA2, quando clinicamente adequado, e garantir que nenhuma mulher ou homem com história familiar sugestiva fica para trás. Lançado em 2019, o projeto “saBeR mais ContA” — apoiado pela AstraZeneca e desenvolvido em parceria com associações de doentes e sociedades científicas e médicas — tem educado doentes e famílias sobre o impacto das mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 para o risco de vários tumores, como o cancro da mama, ovário, próstata e pâncreas3. Entre 5% a 10% dos casos de cancro da mama têm origem hereditária e podem estar associados a mutações em genes como o BRCA1 e o BRCA22. Nestes casos, a probabilidade de vir a desenvolver cancro da mama ao longo da vida é de aproximadamente 72% num indivíduo portador de mutação no gene BRCA1 e de 69% num indivíduo portador de mutações no gene BRCA2, face aos cerca de 13% em mulheres na população geral e 0,1% em homens na população geral4,5. Esta realidade torna as medidas de identificação atempada e o acompanhamento estruturado em medidas determinantes. “Para muitas famílias, o primeiro passo é a informação certa: saber quando procurar aconselhamento, como aceder ao teste e que decisões ponderar. Falar de cancro hereditário é proteger a geração seguinte”, refere Tamara Milagre, Presidente da Associação EVITA – Cancro Hereditário. O projeto recorda também evidência recolhida em ações anteriores: um inquérito de 2020 mostrou que, dos doentes oncológicos e seus familiares que já tinham ouvido falar de mutações BRCA, apenas 50,8% destes as associavam ao cancro da mama, revelando lacunas críticas de conhecimento que devem ser colmatadas.* “É importante que a sociedade compreenda que o diagnóstico de um cancro da mama hereditário na família não é uma fatalidade e que pode até ser uma oportunidade de vigiar, prevenir e tratar atempadamente e de forma personalizada”, afirma Sofia Maia, da Sociedade Portuguesa de Genética Humana (SPGH). Com o objetivo de chegar a cada vez mais pessoas que possam beneficiar desta informação, o “saBeR mais ContA” mobilizou parceiros institucionais ao longo de 2025, incluindo o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), com quem coorganizou, em maio de 2025, o encontro “Vamos falar de Cancro Hereditário?”, focado em aumentar a literacia de doentes e familiares sobre cancro hereditário e testagem genética. Promovido com o apoio da AstraZeneca e em parceria com Associação EVITA – Cancro Hereditário, Associação Careca Power, Associação MOG, Europacolon e Associação Portuguesa de Doentes da Próstata, e com o envolvimento de sociedades científicas como a Sociedade Portuguesa de Genética Humana, Sociedade Portuguesa de Ginecologia, Sociedade Portuguesa de Oncologia e Sociedade Portuguesa de Senologia, o “saBeR mais ContA” mantém a ambição de transformar conhecimento em ação durante todo o mês de outubro, da conversa em família à referenciação, passando pela vigilância adequada e decisões de prevenção informadas. “Em outubro, queremos que todos os doentes com cancro da mama — mulheres e homens — que tenham indicação para realizar o teste genético o façam dentro do prazo adequado. Identificar uma alteração nos genes BRCA1 ou BRCA2 pode abrir possibilidades para tratamentos específicos e personalizados. Além disso, conhecer a causa genética do cancro pode influenciar o plano de vigilância do doente e permitir decisões preventivas para os familiares em risco.” afirma Sofia Maia, da Sociedade Portuguesa de Genética Humana (SPGH).

“O Meu é Diferente do Teu” sensibiliza sobre os diferentes subtipos de cancro da mama

Promovida pela AstraZeneca e pela Daiichi Sankyo, a 3.ª edição da campanha “O Meu é Diferente do Teu”, tem como parceiros a associação Careca Power, a Evita, a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a Sociedade Portuguesa de Senologia e a Sociedade Portuguesa de Oncologia. Nesta edição, a campanha continua a sensibilizar sobre os diferentes subtipos de cancro da mama e ressalva uma importante mudança em saúde pública: o alargamento do programa nacional de rastreio do cancro da mama para abranger mulheres entre os 45 e os 74 anos. O cancro da mama é o segundo cancro mais diagnosticado no mundo e em Portugal, sendo o mais diagnosticado em mulheres.2,3 De acordo com os dados do Global Cancer Observatory, de 2022, por ano, em Portugal, são diagnosticados cerca de 8.954 novos casos de cancro da mama e morrem cerca de 2.211 pessoas com este tipo de tumor. A mortalidade por cancro da mama tem vindo a diminuir nos países ocidentais, provavelmente em resultado de um diagnóstico mais precoce e da melhoria do tratamento. Na Europa, a incidência de cancro da mama tem vindo a aumentar nas mulheres jovens (<45 anos). O alargamento do rastreio, em vigor desde março de 2025, permitirá que milhares de mulheres até agora não incluídas passem a ter acesso a exames regulares. Isto permitirá uma deteção mais precoce, o que pode levar a um melhor prognóstico da doença. “O cancro da mama é hoje uma doença em permanente transformação, tanto na forma como é diagnosticado como nas estratégias terapêuticas disponíveis. O facto de o rastreio nacional passar a incluir mulheres a partir dos 45 e até aos 74 anos é particularmente relevante porque responde a duas realidades distintas. Por um lado, permite chegar a mulheres mais jovens, que ainda estão em idade ativa e muitas vezes não percepcionam o seu risco; por outro, garante acompanhamento a mulheres em idades mais avançadas, que continuam vulneráveis e que até aqui ficavam fora do programa. A deteção precoce é, sem dúvida, a chave para melhorar o prognóstico e para permitir tratamentos eventualmente menos agressivos. Quanto mais cedo conseguirmos intervir, maior a probabilidade de tratamento e, em muitos casos, cura e melhor qualidade de vida das doentes”, afirma o Dr. José Luís Passos Coelho, Presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia. Com o mote “Se somos todas diferentes, porque é que o nosso cancro há de ser igual?”, a Campanha “O Meu é Diferente do Teu” vem também sublinhar a existência de vários subtipos moleculares de cancro da mama, com diagnósticos, prognósticos e abordagens diferentes. O cancro da mama pode ser classificado de acordo com o status dos recetores moleculares específicos (proteínas) na superfície das células tumorais, tais como, recetores hormonais de estrogénio e progesterona (RE e RP) e o recetor do fator de crescimento epidérmico humano tipo 2 (HER2). De acordo com a presença ou não destes recetores nas células tumorais, determinado por técnicas laboratoriais pela anatomia patológica, existem quatro subtipos diferentes de cancro da mama, com prognósticos diferentes e abordagens individualizadas: Sinal da evolução científica nesta área e da mudança do paradigma de que se deve tratar a pessoa e não a doença, começam a ser reconhecidos novos perfis de diagnóstico, como o cancro da mama HER2-low (caracterizado por uma baixa expressão do biomarcador HER2). “Sabemos hoje que o cancro da mama é uma doença heterogénea e que não existem dois casos iguais. Esta diversidade biológica reforça a necessidade de individualizar o tratamento, adaptando-o a cada subtipo. Cada subtipo exige uma abordagem personalizada. É fundamental que as mulheres compreendam que perguntar ao médico qual é o seu tipo de cancro pode fazer toda a diferença na tomada de decisão partilhada quanto à escolha do tratamento e no prognóstico da doença. Mas para isso é crucial aumentar a literacia da população: é preciso que as mulheres entendam a importância de conhecer o seu subtipo e que estejam informadas sobre as opções que daí decorrem”, afirma a Dr.ª Gabriela Sousa, Presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia e corrobora a Dr.ª Leonor Ribeiro, da Direção da Sociedade Portuguesa de Oncologia. O conhecimento científico tem permitido transformar a gestão clínica do cancro da mama, mas ainda há muito por fazer ao nível da literacia. Um diagnóstico informado é meio caminho para melhores resultados. “Com a campanha ‘O Meu é Diferente do Teu’, pretende-se sensibilizar para a importância do rastreio, mas também para esta realidade da diversidade do tipo de cancro, que tem impacto direto no dia a dia de quem recebe um diagnóstico e em toda a jornada da pessoa com cancro da mama. Só assim conseguimos promover decisões partilhadas resultando em tratamentos mais adequados ao perfil de cada pessoa”, sublinha a Dr.ª Gabriela Sousa e o Dr. Pedro Simões, da Direção da Sociedade Portuguesa de Oncologia. A Campanha é ativada nas redes sociais com a partilha de informação útil e prática sobre os subtipos de cancro da mama, diferentes estádios da doença e outras informações relevantes, através de vídeos, testemunhos e conteúdos educativos com o objetivo de promover a prevenção, aumentar o conhecimento e dar voz a todos os que vivem com a doença. Se lhe for diagnosticado cancro da mama, lembre-se que o seu subtipo pode ser diferente do de outra pessoa, mas conhecer essa diferença é o primeiro passo para encontrar o tratamento mais adequado. Por isso, lembre-se: “O Meu é Diferente do Teu”.

APAV apoiou mais de 10 mil homens vítimas de violência nos últimos dois anos

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima divulga as Estatísticas APAV | Vítimas no Masculino referentes ao apoio prestado entre 2022 e 2024 a vítimas do sexo masculino. De acordo com os dados, a APAV apoiou 10.261 homens vítimas de crime e de violência entre 2022 e 2024. Este número representa um aumento de 23,3% no total de vítimas do sexo masculino apoiadas — 3.013 em 2022, 3.532 em 2023 e 3.716 em 2024 — refletindo uma tendência crescente na procura de ajuda por parte dos homens. Durante este período, chegou ao conhecimento da APAV um total de 17.279 crimes e formas de violência praticados contra vítimas do sexo masculino, o que corresponde a um aumento de 19,8%. Em detalhe, foram 5.155 ocorrências registadas em 2022, 5.949 em 2023 e 6.175 em 2024, números que evidenciam não só o crescimento do fenómeno da vitimação masculina, como também a maior visibilidade e reconhecimento social destas situações. Entre as vítimas apoiadas, 3.556 eram crianças e jovens (com idades entre 0 e 17 anos), 4.167 adultos (entre 18 e 64 anos) e 1.136 pessoas idosas (com 65 ou mais anos). Em 13,6% dos casos (1.402 vítimas) não existe informação relativa à idade. Relativamente à nacionalidade, a maioria das vítimas era portuguesa (77,7%), seguindo-se as vítimas estrangeiras (12,1%). Em 10,2% dos casos, não foi registada informação sobre a nacionalidade. Os dados da APAV indicam ainda que os distritos com maior número de vítimas do sexo masculino foram Faro (20,2%), Lisboa (16,7%), Porto (10,8%) e Braga (9,6%), revelando uma distribuição territorial significativa em todo o país. No que diz respeito à relação da pessoa agressora com a vítima, destaca-se que, em 21,8% dos casos, a pessoa agressora era pai, mãe, padrasto ou madrasta; em 21,2%, encontrava-se ou esteve numa relação de intimidade com a vítima; e em 5,1%, a pessoa agressora era filho ou filha da vítima. Já 19,6% dos casos indicam outra relação entre agressor e vítima, 3% envolveram pessoas sem relação prévia, e em 29,3% não foi possível registar essa informação. A maioria dos casos envolveu vitimação continuada (36,6%), e cerca de 44,1% ocorreram na residência comum. A APAV assinala ainda que 29,8% das vítimas efetuaram o primeiro pedido de ajuda entre dois e seis anos após o início da vitimação, enquanto 10,9% demoraram 12 ou mais anos até procurar apoio. No que respeita à apresentação de queixa ou denúncia, 49% das vítimas apresentaram queixa, enquanto 34,1% não o fizeram, o que evidencia a necessidade de continuar a promover a confiança institucional e o acesso à justiça, especialmente no caso das vítimas do sexo masculino. Em 16,9% dos casos não existe informação disponível sobre esta matéria. No Top 6 dos crimes e formas de violência, destaca-se a violência doméstica, com 11.906 crimes registados, seguida pelos crimes de ofensa à integridade física (885), ameaça/coação (731), injúrias/difamação (570), burla (400) e abuso sexual de crianças (331). A APAV presta apoio gratuito, confidencial e especializado a vítimas de todos os crimes. A Linha de Apoio à Vítima, 116 006, funciona de segunda a sexta-feira, entre as 8h00 e as 23h00.

Setembro deste ano foi o 6º mais frio em Portugal Continental desde 2000

O mês de setembro de 2025 foi o 3º mais quente a nível Global e o 6º mais frio em Portugal Continental desde 2000. Conheça as conclusões do Boletim Climatológico na versão completa: GloboSetembro de 2025 foi 0.66 °C mais quente do que a média no período de 1991-2020, com uma temperatura média do ar à superfície de 16.11 °C (Figura 1), sendo o 3º setembro mais quente de que há registos. Foi o sexto mês nos últimos 27 meses em que a temperatura média global foi inferior a 1.5°C em relação aos níveis pré-industriais, tendo registado uma anomalia de +1.47ºC. Europa Portugal ContinentalO mês de setembro de 2025 classificou-se como frio em relação à temperatura média do ar e seco em relação à precipitação. Temperatura do ar: Precipitação: