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Sociedade

4Mens nomeados para os Prémios Play(c/áudio)

Os 4 Mens estão nomeados para os prémios Play na edição deste ano. A distinção é grande. São os Prémios da Música Portuguesa, cuja a 7.ª edição ocorre já a 3 de abril, próxima quinta-feira, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Nomeados para Melhor Canção Ligeira e Popular com “É no meio delas” está o grupo de Vizela, que já conta com quase duas década de existência.O prémio é bem visto pelo grupo neste que “tem sido um ano fantástico e aos poucos as coisas têm surgido”, revelou-nos Artur Peixoto, um dos elementos. O grupo afirma-se no mercado por consequência da teatralização do espetáculo ao vivo o que os distigue dos demais. “Na nossa visão significa diferença. É um espetáculo único feito de música teatro e humor. E é precisamente isso que queremos levar às pessoas”, afirma. Este ano a nomeação é dupla pois o grupo está também (novamente) nomeando internacionalmente nos IPMA (Internacional Portuguese Music Awards). A cerimónia que distingue músicos portugueses ou de origem portuguesa vai realizar-se no Providence Performing Arts Center a 12 de Abril. “As comunidades portuguesas estão espalhadas pelo mundo, e nos Estados Unidos há uma comunidade portuguesa muito forte e deixa-nos muito satisfeitos chegar a toda esta gente”, considera Artur. Este ano nestes prémios a nomeação é dupla em “PeopleChoise” e “Música Popular”, sendo que a primeira já venceram no ano passado. Em Portugal o destaque vai para “É no meio delas”, a nova proposta deste quarteto do norte do país que conta com a participação especial de Ukra Monteiro. A conversa com Artur Peixoto para ouvir abaixo:

Há que ensinar e viver as virtudes cardeais

Na Constituição Pastoral «Gaudium et Spes», sobre a Igreja no mundo atual, o Concílio Vaticano II afirma, logo no proémio que «As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração.»(GS 1) A partir desta afirmação, nenhum cristão pode ficar indiferente ou calado diante de tudo aquilo que acontece no mundo e tem de reagir, de acordo com a sua consciência e sentido crítico. Para agir corretamente, o ser humano precisa de exercitar, na sua vida, as chamadas «virtudes cardeais» que devem ser, como o nome indica, o eixo da sua ação. Em latim, «cardo» significa eixo central e até a rua principal a partir da qual se fazia o planeamento urbano, nas cidades do império romano. As virtudes cardeais são, assim, capacidades humanas, eixos, que através do seu exercício, possibilitam ao ser humano a capacidade de uma vida em sociedade mais humana. As quatro virtudes cardeais são a Prudência, a Justiça, a Fortaleza e a Temperança. Penso que nunca, como nos dias de hoje, foi tão necessário ensinar e praticar estas virtudes. Olhamos para o panorama internacional e para o interior de muitas nações e observamos, como tudo isto faz falta e está tão alheado da esfera pública. A prudência é necessária para saber escolher entre o bem e o mal, ou até, na falta de um bem, o mal menor. A justiça capacita-nos para dar a cada um o que lhe é devido e a colocar as coisas no seu devido lugar. A fortaleza é a virtude que nos permite resistir às contrariedades e perseverar no caminho do bem. E a temperança dá-nos a capacidade de usar os bens existentes, sem excessos ou consumismos, nunca escravizando ninguém ou destruindo aquilo que está ao nosso dispor. Como seria útil para o bem comum e a vivência em sociedade se cada um nós praticasse estas virtudes e se as ensinasse pelo seu exemplo e palavra em todos os espaços e meios de que dispõe. Veríamos que os mais fortes não humilhariam os mais simples e fracos; os corruptos não ousavam vangloriar-se das suas fraudes, nem desviar para paraísos fiscais as riquezas de todos nós; os bons teriam coragem e meios para reagir e repor a justiça. E os bens materiais seriam sabiamente distribuídos e estariam acessíveis a todos. Tudo isto pode parecer uma utopia, mas tem de ser uma realidade que devemos procurar e fazer germinar.  Não podemos ficar em silêncio, diante dos imperialismos, dos clientelismos, dos extremismos e dos populismos. Temos de reagir com virtuosidade e combater tudo aquilo que na sociedade contemporânea faz sofrer tantos e tantos seres humanos. Será que podemos compactuar com os caprichos de quem tem mais riqueza pessoal do que muitos países soberanos? Será que é justo alguém ter uma fortuna, a qual se fosse dividida por cada ser humano caberia a cada pessoa um milhão de dólares? Será que acordos assinados com as armas apontadas à cabeça são acordos justos? Será que é lícito perguntar ao agressor se concorda que a sua vítima pare de se defender? Se calhar não era mal pensado tornar o ensino das virtudes uma matéria obrigatória nos programas escolares e todos terem de resolver situações práticas, em casos da vida, para construírem a sua consciência ética e moral, baseada na reta razão. Sérgio Carvalho

UMinho adere à Sakura Network

A Universidade do Minho aderiu formalmente à Sakura Network, que promove o ensino da língua e cultura japonesa pelo mundo. Esta rede nasceu em 2007 por iniciativa da Fundação Japão, similar ao nosso Instituto Camões, e junta mais de 350 entidades nos vários continentes. Portugal está representado pela Associação Portuguesa de Professores de Japonês e, agora, pela UMinho. A cerimónia contou com o embaixador do Japão em Portugal, Makoto Ota, as representantes da Fundação Japão Madrid, Keiko Morito e Ai Ibaraki, bem como – da parte da UMinho – o reitor Rui Vieira de Castro, o presidente da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas, João Cardoso Rosas, e a diretora do Departamento de Estudos Asiáticos, Sun Lam. “Este momento representa um passo significativo no reforço das relações académicas e culturais entre a Universidade do Minho e o Japão”, sublinhou o reitor Rui Vieira de Castro. A sessão decorreu a 27 de Março no campus de Gualtar, em Braga, e no âmbito do “Japan Day”, incluindo ao longo da tarde um concurso de oratória e workshops de origiami, de caligrafia e de introdução à língua japonesa. A UMinho oferece formação em Estudos Orientais há mais de duas décadas, tem desenvolvido projetos que afirmam o património cultural comum (como o “Via Láctea”, financiado pela Comissão Europeia) e dinamiza atividades regulares para o público, em especial a Semana da Cultura Japonesa, com exposições, tertúlias e workshops sobre aspetos como as artes (literatura, cinema, música…), a gastronomia e a dinâmica sócioeconomica do país do sol nascente. “Sakura” significa “flor de cerejeira” em japonês. É um símbolo daquele país, representando a beleza, a renovação e também o florescimento e expansão da cultura nipónica.

Operação “Moto I” – GNR revela dados da sinistralidade de 2024

No âmbito da operação de sensibilização que a GNR vai levar a cabo até 30 de Março ,” Moto I”, operação de de fiscalização rodoviária direcionada aos veículos de duas rodas a motor, a guarda revela os dados da sinistralidade registada no ano passado. Durante o ano de 2024, registaram-se 7 739 acidentes de viação envolvendo veículos de duas a rodas a motor, dos quais resultaram 118 vítimas mortais (cerca 30% do total geral), 693 feridos graves (cerca 36% do total geral) e 5 530 feridos leves (cerca de 21% do total geral). Entre hoje, 25 de março, e o dia 30 de março, realiza uma operação de sensibilização, patrulhamento e fiscalização rodoviária, nas vias rodoviárias da sua área de responsabilidade, especialmente direcionada para a circulação de veículos de duas rodas a motor, com o objetivo de contribuir para a redução da sinistralidade rodoviária grave, garantir a fluidez do tráfego e apoiar todos os utentes das vias.Com a realização do “World Superbikes 2025”, entre os dias 28 e 30 de março, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, prevê-se um aumento significativo do volume de tráfego de veículos de duas rodas a motor nos principais eixos rodoviários de acesso ao Algarve. A realização de eventos de grande dimensão e projeção mediática internacional implica a adoção de medidas especiais de segurança. Os espetáculos motorizados, pela sua dimensão e exposição mediática, constituem-se como eventos que geram um grande afluxo e concentração de espectadores, causando um aumento da circulação rodoviária, em especial nos principais eixos rodoviários de acesso às zonas de espetáculo.Importa orientar o patrulhamento para as vias com maior intensidade de tráfego, com particular incidência para os troços mais propensos à ocorrência de acidentes e períodos mais críticos. Os condutores dos veículos de duas rodas a motor podem ser considerados um grupo de risco, dado que as consequências dos acidentes são normalmente mais graves, tendo em conta a menor capacidade de proteção, em caso de colisão ou despiste. A GNR ainda revela que haverá intensificação das ações de patrulhamento e fiscalização rodoviária nos períodos e locais de concentração de condutores de veículos de duas rodas a motor, bem como nos principais eixos rodoviários nacionais, garantindo a visibilidade e uma rápida resposta, em especial nos acessos ao Algarve. O objetivo é garantir a fluidez do tráfego rodoviário e o apoio aos utentes das vias, proporcionando-lhes deslocações seguras, e prevenir a sinistralidade rodoviária.

Hospital de Santo António lança conto infantil para desmitificar cuidados respiratórios domiciliários

O livro infantil ‘O Segredo de Leo’, projeto inédito do Centro Materno Infantil do Norte – Unidade Local de Saúde de Santo António (CMIN-ULSSA) no Porto, acaba de ser lançado com o objetivo de ajudar as crianças com problemas respiratórios na adaptação à ventilação e outros dispositivos de apoio nesta área, desmistificando esta terapêutica e encorajando-os a entender o seu impacto na melhoria da qualidade de vida. A peça literária foi idealizada por Vanessa Costa, pediatra na Unidade de Pneumologia Pediátrica do Centro Materno-Infantil do Norte.“Os cuidados de saúde respiratórios representam, muitas vezes, uma fonte de ansiedade e medo para as crianças e para as suas famílias, o que dificulta a aceitação e adaptação. Importa, por isso, eliminar estigmas, desmitificar os cuidados respiratórios domiciliários e, acima de tudo, explicar às crianças com doenças respiratórias que a sua condição de saúde não é um limite. ‘O Segredo de Leo’ foi criado para inspirar as crianças a verem o mundo com outros olhos”, afirma a pediatra Vanessa Costa.O livro conta a história de Leo, um menino que vive com uma doença respiratória, mas que não vê isso como uma condicionante. Leo é um personagem corajoso e sonhador, que aborda a temática da ventilação e de outros dispositivos de apoio respiratório de forma simples e clara, inspirando outros meninos com realidades semelhantes a deixarem o medo de lado e a adaptarem-se ao tratamento.“Este livro transmite uma mensagem de esperança para aqueles que vão lê-lo, reforçando que, se forem capazes de sonhar e tiverem o apoio que mais precisam e de quem mais gostam, são capazes de fazer tudo o que quiserem. No caminho podem existir dias mais difíceis, mas isso não deve condicionar os nossos sonhos. E, em particular, o sonho destes meninos e meninas que só querem brincar e fazer as mesmas atividades que os seus amigos”, acrescenta a especialista.Destinada a crianças de todas as idades e às suas famílias, esta obra literária vai ser distribuída pela Unidade de Pneumologia do Centro Materno-Infantil do Norte e pela Linde Saúde, empresa líder em cuidados respiratórios domiciliários, que apoiou a concretização deste projeto. A versão digital do livro ‘O Segredo de Leo’ está também disponível para download em: www.lindesaude.pt .

A Força da Tradição

A maioria dos cristãos, a maior religião mundial, iniciou a sua preparação para a Páscoa, com a celebração de Quarta-feira de Cinzas. Ao longo de 40 dias, vão viver a Quaresma, um tempo de oração, penitência e conversão, para celebrar a maior festa da sua fé – a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.É certo que, desde o Concílio Vaticano II, muitas das práticas e tradições quaresmais parecem ter caído em desuso, não porque tenham sido suprimidas, mas porque o relativismo de uns e a interrupção da transmissão da Tradição foi interrompida para as novas gerações.Se uns querem fazer uma religião à sua medida, apenas praticando o que gostam e lhes convém, outros, por sua vez, não ensinam, nem transmitem às novas gerações as práticas tradicionais, nem o espírito da Tradição.Como recordo, com saudade, sem saudosismos, as tradições deste período…Se noutros tempos, o início da Quaresma era um dia de preceito respeitado por quase todos, com procissões penitenciais, como vemos em registos fotográficos, por exemplo de Aurélio Paz dos Reis, nos inícios do século XX, no Porto. Verificava-se a afluência massiva às igrejas para receber a imposição das cinzas (feitas com os ramos benzidos no Domingo de Ramos do ano transato), recordando a finitude do ser humano, ouvindo as palavras «lembra-te, homem, que és pó e ao pó hás de voltar». Após as celebrações, os fiéis saíam com a fronte marcada com a cruz e assim permaneciam durante o dia.Noutros tempos, os arranha-céus de Nova Iorque faziam um jogo de luzes, criando a cruz, na iluminação dos edifícios; as cadeias de comida rápida, como a MacDonald’s, criava um hamburger de peixe, o macfish, para não perder clientes, às sextas-feiras, devido à abstinência da carne.Uma cor introspetiva, como o roxo dos paramentos dos sacerdotes, lembrava a penitência e o luto da Paixão de Cristo e a velatio (cobertura das imagens sagradas com panos roxos, para os fiéis se focarem somente na cruz); as flores e ornamentos eram retirados dos altares; dava-se a supressão dos cânticos com a palavra «aleluia», que só ecoariam, novamente, no Sábado Santo, na Vigília Pascal.As celebrações penitenciais, pregações, sermões e o cumprimento do preceito da confissão anual; as vias-sacras nas igrejas e nas ruas, faziam com que tudo fosse num crescendo até atingir o auge, na celebração da Semana Santa e da Páscoa. Muito do que enunciei, é mantido por alguns, outros ab-rogam-se em fazer coisas a seu belo prazer, adaptando-as a modas e sensibilidades.O catolicismo tem como fontes e pilares da Fé: as Sagradas Escrituras, a Sagrada Tradição Apostólica e o Sagrado Magistério. Esta tríplice base assegura o fundamento bíblico da Quaresma, as formas como os Apóstolos e os seus sucessores entendiam e praticavam a fé e os documentos publicados pela Igreja, através daqueles que têm o múnus de ensinar.Porque é que se deixaram morrer e acabar tantas das tradições? Porque é que a Quaresma não é notícia e o início do Ramadão (mês de jejum sagrado dos islâmicos), é sempre noticiado com pompa e circunstância? Haverá jejuns de primeira e segunda categoria?Temos de deixar esta visão laica e jacobina da sociedade, em que a Fé cristã é um assunto do foro privado e remetido às igrejas.Em grandes cidades europeias, veem-se iluminações de «Feliz Ramadão», mas não de «Santa Quaresma e Feliz Páscoa». Se os cristãos em geral, e os católicos em particular, trouxessem novamente as suas práticas e tradições para a vida pública e social, sem revivalismos ou folclore, o ritmo do tempo, teria outro gosto e tudo teria mais sentido.Como sempre, o comércio brinca e ganha com a situação. Basta acorrer aos supermercados e acabado o Carnaval, já está tudo cheio de coelhos de chocolate e amêndoas de Páscoa. E o mais caricato é ver as pessoas sem reação. Bastava funcionar a lei económica da oferta e procura, e tudo mudaria. Sérgio Carvalho  “Novos Tempos” por Sérgio Carvalho para ouvir na RRB todos os domingos pelas 10H.

Carlos Sousa é o candidato socialista a Canedo e Corgo

Carlos Sousa Alves o candidato do Partido Socialista à presidência da União de Freguesias de Canedo de Basto e Corgo. Já é conhecido o candidato socialista desta união de freguesias ás próximas eleições autárquicas: Carlos Manuel de Sousa Alves tem 47 anos, é motorista de profissão e lidera uma pequena empresa de transportes que fundou. É Vice-Presidente da associação ADIC, com mais de 12 anos de trabalho associativo em prol da população e faz parte da comissão de festa em honra do Frei Bernardo Vasconcelos. A oficialização da candidatura liderada por Carlos Sousa Alves aconteceu com uma ação no terreno. O candidato socialista, juntamente com alguns elementos da sua equipa e apoiado por Eugénio Fernandes Carvalho, Presidente da Comissão Política do PS de Celorico e candidato assumido do partido à Presidência da Câmara Municipal de Celorico de Basto, percorreu os lugares da União de Freguesias de Canedo de Basto e Corgo entregando o seu manifesto. Eugénio Fernandes Carvalho assume “o total apoio do Partido Socialista à candidatura liderada por Carlos Sousa Alves. O Carlos e a excelente equipa que o acompanha, estão a construir um projeto que não só dará continuidade, como vai ainda impulsionar de forma significativa o desenvolvimento de Canedo de Basto e Corgo.  Em conjunto, iremos trabalhar para melhorar as condições de vida dos nossos concidadãos e trabalharmos para alcançar a vitória nas Autárquicas 2025 nesta união e no concelho de Celorico de Basto”. Carlos Sousa Alves diz-se “muito feliz com a receção que tivemos. O Apoio e o carinho que recebemos deixa-nos cientes da responsabilidade que temos pela frente para defender a nossa terra. Brevemente daremos a conhecer todos quantos estão na minha equipa e apresentaremos nossas ideias para melhorar Canedo de Basto e Corgo. Iremos também falar com todos e de todos receber as ideias, as necessidades e os anseios que querem ver cumpridos”.

A primavera das Nações deu lugar ao inverno dos Povos

«Não mudarás os limites do teu vizinho, que os antigos demarcaram na herança que te couber na terra que o Senhor, teu Deus, te há de dar para dela tomares posse.» – Deuteronómio 19, 14«Amarás o estrangeiro, porque foste estrangeiro na terra do Egito.» – Deuteronómio 10, 19Os momentos históricos que vivemos são, na verdade, tempos de grandes incógnitas e incertezas. Segundo alguns líderes mundiais, recentemente eleitos, parece que o Direito Internacional, os Direitos Humanos, a Carta das Nações Unidas, a Convenção de Genebra, já nada valem ou são letra morta.Num abrir e fechar de olhos, voltamos aos tempos dos impérios, das conquistas e da lei do mais forte. São lançados ultimatos sobre as nações, elaboram-se acordos sem ouvir as partes interessadas e envolvidas, fazem-se ameaças de ocupação e até se tenta reescrever a História, rebatizando terras e mares.O mais surreal é que muitas destas investidas provêm de pessoas que, ao tomarem posse como presidentes, juram sobre as Sagradas Escrituras, invocam o nome de Deus a cada momento e até promovem orações antes das reuniões do seu governo.Desde a Segunda Guerra Mundial, o mundo livre e democrático tinha como segura a sacralidade das fronteiras estabelecidas, não havendo tolerância nem espaço para imperialismos e invasões pela força. O respeito pela autodeterminação dos povos e pela liberdade eram sagradas. Tudo isso parece ter acontecido num passado longínquo. A primavera das Nações deu lugar ao inverno dos Povos.O novo presidente americano, de maneira provocatória, ameaça ocupar o Canal do Panamá, anexar o Canadá como 51.º Estado norte-americano, transformar Gaza numa estância de turismo e comprar a Gronelândia à Dinamarca. Além de ousar rebatizar o Golfo do México como Golfo da América.Parece não ter limites, pois negoceia com os invasores russos e apelida de «ditador» o presidente da Ucrânia, país que só não teve eleições livres porque está em estado de guerra há três anos. Exige direitos comerciais e tributos para continuar a apoiar a causa dos justos.O vice-presidente americano, J. D. Vance, enquanto se afirma como católico e faz o sinal da cruz em público, permite que o seu presidente, Donald Trump, diga ao Papa para se preocupar apenas com a Igreja e deixar os americanos em paz e a decidir o que eles quiserem, da forma que entenderem.O Papa Francisco apesar de debilitado, nunca deixou de se preocupar com aqueles que sofrem o drama da guerra, da agressão e da discriminação devido à sua proveniência e pobreza, seja em Gaza, na Ucrânia ou nas fronteiras norte-americanas. É, na verdade, uma das poucas vozes que se levanta, com autoridade moral para denunciar as injustiças e pedir o respeito pela pessoa humana.Como dizia o Papa Leão XIII (1810-1903): “A audácia dos maus alimenta-se da covardia e da omissão dos bons”. Por isso, não podemos ficar calados, mesmo sabendo da pequenez e da humildade da nossa voz. Mas, assim como uma cigarra, numa noite de verão, quase não se ouve se estiver sozinha. Mas, se forem centenas ou milhares, o silêncio da noite será quebrado pela sinfonia do seu canto e todos as escutarão.Juntemos as nossas vozes, denunciemos aqueles que atiram a pedra e escondem a mão, apoiemos os mais fracos e desprotegidos, pois como diz o Salmo 34, 7: «Quando um pobre invoca o Senhor, Ele atende-o e liberta-o das suas angústias.» Sérgio Carvalho “Novos Tempos” por Sérgio Carvalho para ouvir na RRB todos os domingos pelas 10H.

GNR promove caminhadas pela Floresta em todo o país

De forma a assinalar o Dia Mundial da Árvore e da Floresta, que se assinala no dia 21 de março, a Guarda Nacional Republicana (GNR) vai promover, em todo o território nacional, várias iniciativas, entre os dias 16 e 23 de março, sob o desígnio “Caminhada pela Floresta”, as quais incluem ações de sensibilização e de reflorestação.Estas iniciativas têm como objetivo sensibilizar a população para a necessidade de preservar a natureza e o ambiente em geral, e as árvores em particular, bem como alertar para a importância da prevenção de incêndios florestais e consciencializar para os seus impactos negativos sobre os recursos naturais.A floresta, que ocupa mais de um terço do território de Portugal, é fonte de emprego, exportações, lazer, biodiversidade, sequestro de carbono, proteção do solo, regulação da qualidade da água e do ciclo hídrico, contribuindo assim para a qualidade de vida dos cidadãos. Contudo, para além do fogo intencional, grande parte dos incêndios florestais resulta de más práticas agrícolas e do uso incorreto do fogo, nomeadamente devido a queimadas, queimas de sobrantes agrícolas, lançamento de foguetes, confeção de alimentos e cigarros mal apagados.Face à preocupação crescente com a problemática dos incêndios florestais em Portugal, sobretudo devido à tomada de consciência dos seus impactos negativos nos recursos naturais e na capacidade produtiva da fileira florestal, a Guarda considera essencial as ações de sensibilização no âmbito desta temática. Desta forma, e através da “Caminhada pela Floresta”, a GNR pretende envolver a população no reconhecimento e valorização deste recurso natural, incentivando às boas práticas, ao respeito pela natureza e à proteção da floresta e, simultaneamente, incentivar a participação da população nestas caminhadas pela floresta.Importa referir que, no que respeita à atividade da GNR, em 2024, foram monitorizados e fiscalizados 10 256 locais, com ausência de gestão de combustível, que deram origem a 6 127 cumprimentos voluntários quanto à limpeza de terrenos, que tinham sido previamente sinalizados. Neste contexto, em 2024, verificou-se uma evolução positiva no que tange ao número de ignições, registando-se menos 1 291 ocorrências do que em 2023, equivalente a uma redução de 17% de ocorrências. Locais da caminhada:• No Comando Territorial de Castelo Branco, no dia 19 de março, pelas 09h15, no concelho de Fundão – Caminhada num percurso de 10 quilómetros. Local de concentração e partida: Piscinas Municipais Cobertas do Fundão/Parque Verde. • No Comando Territorial de Évora, no dia 21 de março, pelas 09h30, no concelho de Vendas Novas – Caminhada num percurso de 3 quilómetros. Local de concentração e partida: Escola Básica n. º 1 de Vendas Novas. • No Comando Territorial de Aveiro, no dia 21 de março, pelas 09h30, no concelho de Ovar – Caminhada num percurso de 6,8 quilómetros. Local de concentração e partida: Praia de São Pedro de Maceda. • No Comando Territorial de Faro, no dia 21 de março, pelas 10h00, no concelho de Monchique – Caminhada num percurso de 4,5 quilómetros. Local de concentração e partida: Heliporto Municipal na Vila de Monchique. • No Comando Territorial de Coimbra, no dia 23 de março, pelas 09h00, no concelho de Condeixa-a-Nova – Caminhada num percurso de 10 quilómetros. Local de concentração e partida: Edifício do Município de Condeixa-a-Nova.