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Junho 18, 2026

Semana Mundial da Alergia – Nem tudo é alergia: compreender as intolerâncias alimentares

Cada vez mais pessoas referem sentir desconforto após a ingestão de determinados alimentos. Expressões como “sou intolerante” ou “tenho alergia alimentar” tornaram-se frequentes, mas estes dois conceitos não significam o mesmo e importa compreender as diferenças. As alergias alimentares correspondem a uma reação do sistema imunitário contra determinados alimentos. Mesmo pequenas quantidades podem desencadear sintomas rápidos e potencialmente graves, como urticária, inchaço, dificuldade respiratória, vómitos ou, em casos extremos, anafilaxia. Entre os alimentos mais frequentemente associados a alergia encontram-se o leite, o ovo, os frutos secos, o marisco e o peixe. As alergias alimentares surgem mais frequentemente na infância, embora algumas possam persistir ao longo da vida ou mesmo aparecer pela primeira vez na idade adulta, especialmente no caso do marisco, peixe ou frutos secos. Já as intolerâncias alimentares não envolvem o sistema imunitário. Resultam geralmente de dificuldades na digestão ou metabolização de determinados componentes dos alimentos. O exemplo mais conhecido é a intolerância à lactose, causada pela redução da enzima responsável pela digestão do açúcar do leite. Nestes casos, os sintomas tendem a ser sobretudo digestivos, como distensão abdominal, gases, dor abdominal ou diarreia. Existe ainda muita confusão em torno do glúten. A doença celíaca não é uma alergia alimentar, mas sim uma doença autoimune desencadeada pelo glúten, proteína presente no trigo, cevada e centeio. Nestes doentes, a ingestão de glúten provoca inflamação e lesão do intestino delgado, sendo necessária a exclusão rigorosa deste componente da alimentação. No entanto, nem todas as pessoas que se sentem “mal com glúten” têm doença celíaca, sendo necessária uma avaliação médica adequada antes de iniciar dietas restritivas. É importante evitar autodiagnósticos e exclusões alimentares sem orientação profissional. Dietas desnecessariamente restritivas podem comprometer a qualidade de vida e causar défices nutricionais, sobretudo em crianças e jovens. Perante sintomas persistentes relacionados com a alimentação, a melhor abordagem passa por procurar aconselhamento médico diferenciado. Um diagnóstico correto é essencial para garantir segurança, tranquilidade e uma alimentação equilibrada. Artigo escrito por Bruno Rosa, gastrenterologista da ULS Alto Ave, Hospital da Senhora da Oliveira – Guimarães, presidente do Grupo de Estudos Português do Intestino Delgado (GEPID) da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG)

População de Celorico de Basto recebeu ação de sensibilização sobre Eclipse Solar

A sessão pública serviu para alertar a população para o Eclipse Solar agendado para 12 de agosto. O Centro Cultural Marcelo Rebelo de Sousa acolheu a 05 de junho, uma sessão pública a fim de informar, esclarecer e sensibilizar para os efeitos de um eclipse solar na saúde e para a forma como os cidadãos se devem comportar para observar este evento de forma segura. Marcado para dia 12 de agosto, o eclipse solar mostra-se um fenómeno astronómico extremamente raro com precauções associadas. “Foi com objetivo claro de informar e esclarecer a população para este fenómeno que Paulo Vasconcelos, astrónomo amador, e José Moniz, Delegado de Saúde, que partilharam conhecimentos sobre o fenómeno e esclareceram dúvidas dos participantes, abordando tanto a componente científica do evento como os cuidados a ter com a saúde.”, revela a proteção civil do concelho. Um dos principais objetivos da sessão foi alertar para a necessidade de observar o eclipse de forma segura, reforçando que a observação direta do Sol sem proteção adequada pode causar danos permanentes na visão. Por esse motivo, recomendaram a utilização exclusiva de óculos certificados para observação de eclipses solares ou de outros métodos seguros de observação, não sendo suficientes os óculos de sol comuns ou outros materiais improvisados.Além de dar a conhecer este fenómeno astronómico, a iniciativa procurou sensibilizar a comunidade para a adoção de comportamentos responsáveis, permitindo que todos possam desfrutar deste acontecimento de forma informada e segura. O Coordenador Municipal de Proteção Civil de Celorico de Basto, Nuno Machado, destaca a necessidade de “informar a comunidade, sensibilizar para os cuidados a ter e garantir que estão devidamente conscientes e esclarecidos para um fenómeno desta dimensão”.

Travessia do Marão – Agrupamento de Escuteiros de Amarante ressalva a superação dos participantes

Sob o lema da persistência e inspirados pelo imaginário d’ O Principezinho, cerca de 80 pioneiros (jovens entre os 14 e os 18 anos) desafiaram os seus limites na IV edição da Travessia do Marão, que decorreu entre os dias 1 e 3 de maio. A iniciativa, organizada pelo Agrupamento de Escuteiros 448 de Amarante, afirmou-se “uma vez mais como uma prova de superação e um marco de aprendizagem do método escutista”. Em comunicado enviado à redação o agrupamento responsável pela iniciativa descreve a atividade como “uma jornada de descoberta pelos trilhos da Serra do Marão”.A atividade teve início no Salão Paroquial de Amarante, onde os jovens, divididos em quatro “galáxias”, participaram em workshops onde as temáticas sobre a biodiversidade da serra, proteção civil e segurança foram vitais para o sucesso da travessia. Com a mochila às costas e os conhecimentos ainda frescos, os pioneiros partiram para em raide noturno testando a sua orientação com recurso a bússola, escalímetro e mapa. Dois grupos iniciaram a jornada no Viveiro das Trutas em direção ao Centro de BTT da Aboadela, enquanto os restantes partiram da Pousada do Marão rumo à Casa da Bouça, em Canadelo. “Os participantes percorreram 30 quilômetros, enfrentando o desnível dom terreno e chuva enquanto desfrutavam da sua beleza natural. A mística atingiu o seu auge na última noite com o tradicional Fogo de Conselho, animado pelas personagens da história que guiou a atividade, culminando numa vibrante “Festa das Estrelas”.”, revela o agrupamento. O sucesso da IV Travessia do Marão deveu-se à entrega total da comunidade do Agrupamento 448, envolvendo chefes, caminheiros e os pais dos elementos do agrupamento. Nesta travessia participaram os agrupamentos de escuteiros da Maia, Santão e Margaride, de Felgueiras, Coimbrões – V.N de Gaia , Silvares – Lousada, SantíssimoSacramento – Porto, Britelo – Celorico de Basto e Amarante A IV Travessia do Marão foi possível graças ao apoio institucional e logístico de várias entidades públicas ( como por exemplo: Município de Amarante, BV de Amarante e várias Juntas de Freguesia e Paróquias, entre outros), assim como de empresas privadas quecontribuiram para a logística e alimentação dos participantes.

“Rota do Mel” com mais participantes a cada ano

A caminhada “Rota do Mel”, realizada no âmbito da festa do Mel na freguesia de Codessoso (Celorico de Basto) ganha cada vez mais participantes. Este ano mais de 300 pessoas marcaram presença na caminhada “Rota do Mel”, realizada pela quinta vez. Como habitualmente, a caminhada foi circular, com início e término na Estação de Codessoso, e contou com um percurso pensado para “dar aos participantes uma experiência que alie o bem-estar à valorização do muito que nos identifica”, destacou o presidente da Junta de Freguesia de Codessoso, Fernando Pinheiro. A ecopista, o miradouro sobre o rio Tâmega e as vinhas foram alguns dos cenários desta Rota do Mel. Quem também participou foi o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, que destacou a capacidade “de trabalho das juntas de freguesia, cada vez mais comprometidas com a valorização das suas características mais distintivas. Codessoso é uma freguesia com elevado valor patrimonial e com produtos endógenos que a demarcam e incentivam à visita”. A caminhada contou ainda com a participação de vereadores do Município nomeadamente Maria José Marinho, Rui Cerqueira e José Sousa.  

Segada do Centeio – Tradicional ceifa foi recriada em Celorico de Basto

A recriação da ceifa do Centeio, algo ainda feito nas atividades agrícolas, foi promovida em Celorico de Basto pelos idosos do Celorico a Mexer em parceria com o programa CLDS 5G Celorico+ Social ao final da tarde do dia de ontem. A iniciativa procurou transportar para os dias de hoje momentos que os idosos viveram intensamente durante grande parte das suas vidas, com trabalho árduo do campo mas sempre com a alegria das cantigas populares e a partilha comunitária. Um momento de recriação que contou com a presença do vereador do Município com o pelouro da ação social, José Sousa que destacou a importância “de viver a ruralidade com entusiasmo, é uma marca identitária do nosso território e que muito nos dignifica. Muitos dos nossos idosos têm memórias destes momentos, memórias que devem ser preservadas, valorizadas e projetadas para as gerações vindouras, o orgulho das nossas raízes contribui para o nosso progresso e para a coesão das nossas comunidades”. Durante certa de 2 horas, ao final de tarde, cerca de 50 idosos viveram com entusiasmo a ceifa do centeio, mostrando o corte rápido e o visível saber de outrora.  “Ao som de músicas tradicionais, a ceifa transformou-se num momento de convívio que culminou com a tradicional merenda com iguarias muito características do nosso território, onde obviamente, não faltou o bacalhau frito”, revela a autarquia em comunicado.