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Associação Empresarial de Vila Meã apresentou o projeto CONSTRÓITECH-TS para a digitalização na construção civil (c/áudio)

A Associação Empresarial de Vila Meã (AEVM) apresentou o projeto ConstróiTech – Tâmega e Sousa, numa iniciativa que pretende alavancar a Transformação Digital no Setor da Construção desta região e que conta com a importante parceria da Universidade Portucalense (UP) Infante D. Henrique. O objetivo passa por, durante os próximos 24 meses, implementar a promoção da maturidade digital das empresas do setor reforçando a sua competitividade através de uma transformação digital e de capacitação de ferramentas para o efeito. O projeto inclui ações de sensibilização e capacitação, diagnóstico de maturidade digital, apoio à inovação e um programa de aceleração para a construção 4..0.  A implementação deste projeto pretende promover a adopção de tecnologias digitais avançadas às empresas e soluções inovadoras neste âmbito, procurando promover apropriação coletiva e impacto regional. A apresentação do projeto, que decorreu nas instalações do Cenfim (Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica) em Amarante, abordou ainda o tema do recrutamento de recursos humanos a pessoas com deficiência e incapacidade. A presença da Dra. Cristina Sanches do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) esclareceu os presentes sobre os passos a dar pelas entidades para a contratação e integração, assim como os apoios/incentivos à contratação e  acompanhamento na contratação de pessoas com deficiência ou incapacidade. Foram mais de duas dezenas de participantes entre entidades, empresas do setor e parceiros que acompanharam a sessão denotando a pertinência do projeto e importância para o setor e região. A sessão de apresentação, no dia 29 de maio, iniciou com o discurso de boas-vindas de Celma Pinheiro, vice-presidente da AEVM. A vice-presidente começou o seu discurso de boas-vindas com um retrato da região e as ações da associação que representa, para fazer crescer os vários setores de atividade.”O Tâmega e Sousa é uma região profundamente empreendedora. É feita de trabalho, iniciativa, capacidade produtiva e forte ligação entre a atividade económica, as famílias e as comunidades locais. É também uma região onde muitos empresários constroem valor diariamente, com esforço e sentido de responsabilidade. A missão da AEVM continua a ser apoiar este tecido económico, defender os seus interesses, criar respostas de proximidade e contribuir para que os agentes económicos da região tenham melhores condições para competir, inovar e crescer.”, considerou. “É este caminho que queremos iniciar com o ConstróiTechTS: um caminho de conhecimento, capacitação e sensibilização, ao serviço da construção, das PME e da competitividade regional.”, referiu a vice-presidente.

Seguiu-se a apresentação do projeto por Rosário Meneses da equipa técnica da AEVM e coordenadora do projeto. Numa abordagem direta para as empresas, Rosário Meneses destacou as várias fases do projeto nos seus dois anos de existência entre Workshops, Talks Digitais (webinars) acompanhamento com  guias de capacitação (BIM avançado, impressão 3D, SIG estratégico … ) exploração de tecnologias (IA) e ação coletiva de capacitação em três empresas piloto. Apresentou um diagnóstico a 20 PME’s do setor da construção do Tâmega e Sousa realizado pela AEVM, demonstrando que 92% não têm alguém dedicado às TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) ou à transformação digital e que 70%  das empresas indicam que entre 75% e 100% dos processos ainda são manuais. Para Rosário Meneses “Os dados evidenciam desafios significativos de preparação digital no setor. No Tâmega e Sousa estão instaladas 5..370 empresas de construção civil. Representam 11,6% do total regional e 4,7% do total nacional para o setor . Empregam 39.803 (23,8% do total regional). “Participem nos nossos projetos, nas nossas ações, nós queremos envolver e partilhar experiências e queremos trabalhar com empresas, parceiros, associações para que  possamos dar um salto ao nível da transformação digital que mais não é que ferramentas para melhor trabalhar”.

Fernando Moura e Silva, vereador da autarquia amarantina com o pelouro da tecnologia e inovação, marcou presença no evento. Parabenizou as entidades pelo projeto referindo que o município de Amarante tem “uma dinâmica empresarial conhecida e associar o mundo empresarial as academias e o ensino superior é o melhor caminho e por isso é uma honra para o município estar nesta apresentação e mostramos total abertura para ser parceiros de novos projetos e julgo que este tem todas as condições para ser um grande projeto”, referiu. O discurso de Paulo Morais, diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia da Universidade Portucalense, captou a atenção das empresários presentes focando a sua intervenção nos vários níveis de maturidade digital e o que é importante nas linhas de ação das empresas. “Quando falamos de digitalização na construção não estamos a falar de uma moda sendo algo de muito mais concreto.  Estamos a falar de acrescentar valor, reduzir o erro e permitir melhor decidir”, começou por refletir.  “Digitalizar começa por organizar informações dispersas, e é prioritário que as PME comecem por refletir onde perdem tempo e dinheiro e organizar-se para responder melhor”, alertou referindo ainda que “a tecnologia por si só não resolve o problema da construção, se for mal escolhida ou mal implementada pode ser só mais um custo”, apontou. “Nas empresas o problema não está na falta de esforço mas na ausência de informação atualizada, partilhada por todos, qual a informação válida, quem aprovou o quê e que impacto tem na obra e isto tem impacto no trabalho final!, considerou. “A digitalização deve começar pela seguinte pergunta: onde é que a minha empresa perde tempo, perde margem e sobretudo onde perde controlo”, referiu na sua apresentação evidenciando os passos iniciais para as empresas se lançarem nesta transformação digital que considerou ter que ser avançada por etapas. “A construção do futuro vai ser muito mais digital mas acima de tudo vai ter de ser mais coordenada, sustentável e eficiente e as empresas tem de digitalizar  para construir melhor”, concluiu.

A Tertúlia “Experiência em Rede” deu voz a empresários, na apresentação das suas empresas, serviços que prestam e a maturidade digital atualmente. Participaram na tertúlia  não somente empresas de construção civil, mas também informática, instalações elétricas e serviços de vidraria e estruturas metálicas provando que a participação é uma intenção de todos e que a maturidade digital é algo que lhes interessa e pelo qual querem seguir caminho de futuro. A região do Tâmega e Sousa tem no setor da construção civil forte presença e representatividade e a AEVM sabendo que as empresas da região são reconhecidas em Portugal e no estrangeiro encara o projeto com a finalidade de participar na construção de empresas atualizadas na transformação digital.  O 1º workshop do projeto já está marcada para 15 de Junho a partir das 14h30 na empresa JMM, Demolições em Penafiel. Esta primeira ação de capacitação pretende promover a compreensão dos desafios e oportunidades da transição digital no setor da construção, através de uma abordagem introdutória e ajustada à realidade das PME do Tâmega e Sousa. É o primeiro de uma série de workshops que vão realizar-se pela região do Tâmega e Sousa. Participação gratuita, sujeita a inscrição em https://forms.gle/vNuNsEmfsyahFcGq6

 O projeto ConstróiTech-TS é cofinanciado pelo COMPETE 2030, pelo PORTUGAL 2030 e pela União Europeia.