rádio região de basto

105.6fm - 93.1fm

uma rádio que vale por duas!

Procurar

Outubro 29, 2025

“O Meu é Diferente do Teu” sensibiliza sobre os diferentes subtipos de cancro da mama

Promovida pela AstraZeneca e pela Daiichi Sankyo, a 3.ª edição da campanha “O Meu é Diferente do Teu”, tem como parceiros a associação Careca Power, a Evita, a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a Sociedade Portuguesa de Senologia e a Sociedade Portuguesa de Oncologia. Nesta edição, a campanha continua a sensibilizar sobre os diferentes subtipos de cancro da mama e ressalva uma importante mudança em saúde pública: o alargamento do programa nacional de rastreio do cancro da mama para abranger mulheres entre os 45 e os 74 anos. O cancro da mama é o segundo cancro mais diagnosticado no mundo e em Portugal, sendo o mais diagnosticado em mulheres.2,3 De acordo com os dados do Global Cancer Observatory, de 2022, por ano, em Portugal, são diagnosticados cerca de 8.954 novos casos de cancro da mama e morrem cerca de 2.211 pessoas com este tipo de tumor. A mortalidade por cancro da mama tem vindo a diminuir nos países ocidentais, provavelmente em resultado de um diagnóstico mais precoce e da melhoria do tratamento. Na Europa, a incidência de cancro da mama tem vindo a aumentar nas mulheres jovens (<45 anos). O alargamento do rastreio, em vigor desde março de 2025, permitirá que milhares de mulheres até agora não incluídas passem a ter acesso a exames regulares. Isto permitirá uma deteção mais precoce, o que pode levar a um melhor prognóstico da doença. “O cancro da mama é hoje uma doença em permanente transformação, tanto na forma como é diagnosticado como nas estratégias terapêuticas disponíveis. O facto de o rastreio nacional passar a incluir mulheres a partir dos 45 e até aos 74 anos é particularmente relevante porque responde a duas realidades distintas. Por um lado, permite chegar a mulheres mais jovens, que ainda estão em idade ativa e muitas vezes não percepcionam o seu risco; por outro, garante acompanhamento a mulheres em idades mais avançadas, que continuam vulneráveis e que até aqui ficavam fora do programa. A deteção precoce é, sem dúvida, a chave para melhorar o prognóstico e para permitir tratamentos eventualmente menos agressivos. Quanto mais cedo conseguirmos intervir, maior a probabilidade de tratamento e, em muitos casos, cura e melhor qualidade de vida das doentes”, afirma o Dr. José Luís Passos Coelho, Presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia. Com o mote “Se somos todas diferentes, porque é que o nosso cancro há de ser igual?”, a Campanha “O Meu é Diferente do Teu” vem também sublinhar a existência de vários subtipos moleculares de cancro da mama, com diagnósticos, prognósticos e abordagens diferentes. O cancro da mama pode ser classificado de acordo com o status dos recetores moleculares específicos (proteínas) na superfície das células tumorais, tais como, recetores hormonais de estrogénio e progesterona (RE e RP) e o recetor do fator de crescimento epidérmico humano tipo 2 (HER2). De acordo com a presença ou não destes recetores nas células tumorais, determinado por técnicas laboratoriais pela anatomia patológica, existem quatro subtipos diferentes de cancro da mama, com prognósticos diferentes e abordagens individualizadas: Sinal da evolução científica nesta área e da mudança do paradigma de que se deve tratar a pessoa e não a doença, começam a ser reconhecidos novos perfis de diagnóstico, como o cancro da mama HER2-low (caracterizado por uma baixa expressão do biomarcador HER2). “Sabemos hoje que o cancro da mama é uma doença heterogénea e que não existem dois casos iguais. Esta diversidade biológica reforça a necessidade de individualizar o tratamento, adaptando-o a cada subtipo. Cada subtipo exige uma abordagem personalizada. É fundamental que as mulheres compreendam que perguntar ao médico qual é o seu tipo de cancro pode fazer toda a diferença na tomada de decisão partilhada quanto à escolha do tratamento e no prognóstico da doença. Mas para isso é crucial aumentar a literacia da população: é preciso que as mulheres entendam a importância de conhecer o seu subtipo e que estejam informadas sobre as opções que daí decorrem”, afirma a Dr.ª Gabriela Sousa, Presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia e corrobora a Dr.ª Leonor Ribeiro, da Direção da Sociedade Portuguesa de Oncologia. O conhecimento científico tem permitido transformar a gestão clínica do cancro da mama, mas ainda há muito por fazer ao nível da literacia. Um diagnóstico informado é meio caminho para melhores resultados. “Com a campanha ‘O Meu é Diferente do Teu’, pretende-se sensibilizar para a importância do rastreio, mas também para esta realidade da diversidade do tipo de cancro, que tem impacto direto no dia a dia de quem recebe um diagnóstico e em toda a jornada da pessoa com cancro da mama. Só assim conseguimos promover decisões partilhadas resultando em tratamentos mais adequados ao perfil de cada pessoa”, sublinha a Dr.ª Gabriela Sousa e o Dr. Pedro Simões, da Direção da Sociedade Portuguesa de Oncologia. A Campanha é ativada nas redes sociais com a partilha de informação útil e prática sobre os subtipos de cancro da mama, diferentes estádios da doença e outras informações relevantes, através de vídeos, testemunhos e conteúdos educativos com o objetivo de promover a prevenção, aumentar o conhecimento e dar voz a todos os que vivem com a doença. Se lhe for diagnosticado cancro da mama, lembre-se que o seu subtipo pode ser diferente do de outra pessoa, mas conhecer essa diferença é o primeiro passo para encontrar o tratamento mais adequado. Por isso, lembre-se: “O Meu é Diferente do Teu”.

APAV apoiou mais de 10 mil homens vítimas de violência nos últimos dois anos

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima divulga as Estatísticas APAV | Vítimas no Masculino referentes ao apoio prestado entre 2022 e 2024 a vítimas do sexo masculino. De acordo com os dados, a APAV apoiou 10.261 homens vítimas de crime e de violência entre 2022 e 2024. Este número representa um aumento de 23,3% no total de vítimas do sexo masculino apoiadas — 3.013 em 2022, 3.532 em 2023 e 3.716 em 2024 — refletindo uma tendência crescente na procura de ajuda por parte dos homens. Durante este período, chegou ao conhecimento da APAV um total de 17.279 crimes e formas de violência praticados contra vítimas do sexo masculino, o que corresponde a um aumento de 19,8%. Em detalhe, foram 5.155 ocorrências registadas em 2022, 5.949 em 2023 e 6.175 em 2024, números que evidenciam não só o crescimento do fenómeno da vitimação masculina, como também a maior visibilidade e reconhecimento social destas situações. Entre as vítimas apoiadas, 3.556 eram crianças e jovens (com idades entre 0 e 17 anos), 4.167 adultos (entre 18 e 64 anos) e 1.136 pessoas idosas (com 65 ou mais anos). Em 13,6% dos casos (1.402 vítimas) não existe informação relativa à idade. Relativamente à nacionalidade, a maioria das vítimas era portuguesa (77,7%), seguindo-se as vítimas estrangeiras (12,1%). Em 10,2% dos casos, não foi registada informação sobre a nacionalidade. Os dados da APAV indicam ainda que os distritos com maior número de vítimas do sexo masculino foram Faro (20,2%), Lisboa (16,7%), Porto (10,8%) e Braga (9,6%), revelando uma distribuição territorial significativa em todo o país. No que diz respeito à relação da pessoa agressora com a vítima, destaca-se que, em 21,8% dos casos, a pessoa agressora era pai, mãe, padrasto ou madrasta; em 21,2%, encontrava-se ou esteve numa relação de intimidade com a vítima; e em 5,1%, a pessoa agressora era filho ou filha da vítima. Já 19,6% dos casos indicam outra relação entre agressor e vítima, 3% envolveram pessoas sem relação prévia, e em 29,3% não foi possível registar essa informação. A maioria dos casos envolveu vitimação continuada (36,6%), e cerca de 44,1% ocorreram na residência comum. A APAV assinala ainda que 29,8% das vítimas efetuaram o primeiro pedido de ajuda entre dois e seis anos após o início da vitimação, enquanto 10,9% demoraram 12 ou mais anos até procurar apoio. No que respeita à apresentação de queixa ou denúncia, 49% das vítimas apresentaram queixa, enquanto 34,1% não o fizeram, o que evidencia a necessidade de continuar a promover a confiança institucional e o acesso à justiça, especialmente no caso das vítimas do sexo masculino. Em 16,9% dos casos não existe informação disponível sobre esta matéria. No Top 6 dos crimes e formas de violência, destaca-se a violência doméstica, com 11.906 crimes registados, seguida pelos crimes de ofensa à integridade física (885), ameaça/coação (731), injúrias/difamação (570), burla (400) e abuso sexual de crianças (331). A APAV presta apoio gratuito, confidencial e especializado a vítimas de todos os crimes. A Linha de Apoio à Vítima, 116 006, funciona de segunda a sexta-feira, entre as 8h00 e as 23h00.

Futuro do Associativismo vai ser debatido no 40º aniversário do GCD de Santa Cruz de Riba Tâmega

O Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega, no âmbito das comemorações do seu 40º Aniversário enquanto associação, vai realizar o Seminário “Associativismo Cultural – Desafios e Oportunidades”. O evento, aberto à comunidade, que “colocar em discussão os problemas mais urgentes que afetam a sustentabilidade e a continuidade de todas as associações na região.”, revelam em comunicado.A iniciativa acontece a 8 de novembro, a partir das 14:30h, no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Vila Meã.“O encontro abordará questões cruciais e transversais a todo o movimento associativo, desde o folclore ao desporto e recreio como Renovação Geracional: Estratégias para levar o folclore e as tradições às escolas; Sustentabilidade: Financiamentos e apoios de Fundos Europeus; Inovação: Utilização da tecnologia na preservação e divulgação cultural.”Vai ter um painel de oradores especializados nas áreas da identidade cultural, educação, tecnologia e financiamento. Após o seminário haverá tempo para uma Mesa Redonda onde os participantes serão convidados a partilhar as suas experiências e a procurar soluções em conjunto.A organização avisa que as inscrições são gratuitas, e devem ser efetuadas online.

Setembro deste ano foi o 6º mais frio em Portugal Continental desde 2000

O mês de setembro de 2025 foi o 3º mais quente a nível Global e o 6º mais frio em Portugal Continental desde 2000. Conheça as conclusões do Boletim Climatológico na versão completa: GloboSetembro de 2025 foi 0.66 °C mais quente do que a média no período de 1991-2020, com uma temperatura média do ar à superfície de 16.11 °C (Figura 1), sendo o 3º setembro mais quente de que há registos. Foi o sexto mês nos últimos 27 meses em que a temperatura média global foi inferior a 1.5°C em relação aos níveis pré-industriais, tendo registado uma anomalia de +1.47ºC. Europa Portugal ContinentalO mês de setembro de 2025 classificou-se como frio em relação à temperatura média do ar e seco em relação à precipitação. Temperatura do ar: Precipitação: