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Abril 1, 2025

Egg Parade 25 – AEA junta-se à causa da prevenção dos maus tratos na infância

A Associação Empresarial de Amarante (AEA) vai hoje, pelas 19 horas, inaugurar a Exposição de Ovos da Páscoa – Egg Parade 2025, no auditório da Casa da Portela.“É com grande entusiasmo que vos apresentamos mais uma edição da Exposição de Ovos da Páscoa- Egg Parade, uma iniciativa que, este ano, terá uma dimensão ainda mais significativa ao associar-se à causa da prevenção dos maus tratos infantis.”, revela a AEA em comunicado.A Egg Parade consiste numa exposição de ovos de Páscoa gigantes, decorados por Escolas e Instituições locais, com o tema “Maus Tratos Infantis”. Este ano realiza-se em parceria com o CAFAP da Cercimarante e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Amarante. Para a AEA “O tema escolhido tem um impacto profundo, refletindo uma causa de grande relevância social e emocional.” O conceito foi inspirado na Campanha do Laço Azul – Blue Ribbon, que nasceu em 1989 nos EUA, quando Bonnie W. Finney, uma avó atenta e preocupada, amarrou uma fita azul à antena do seu carro. A trágica história de maus tratos aos seus netos (um deles morto, de forma brutal), e a continuidade dos maus tratos à sua neta, levou Bonnie a alertar a comunidade para este problema, muitas vezes, camuflado no seio familiar.“A exposição de ovos será um meio visualmente impactante para sensibilizar a população para este tema, ao mesmo tempo que promove a dinamização do comércio tradicional de Amarante. Os ovos decorados com o tema serão colocados à entrada dos estabelecimentos comerciais aderentes.”, revela a associação.Estes Ovos de Páscoa serão atribuídos às lojas que os queiram receber. Os lojistas de Amarante interessados podem inscrever-se até 30 de Abril. A participação é gratuita, mas carece de inscrição obrigatória aqui

4Mens nomeados para os Prémios Play(c/áudio)

Os 4 Mens estão nomeados para os prémios Play na edição deste ano. A distinção é grande. São os Prémios da Música Portuguesa, cuja a 7.ª edição ocorre já a 3 de abril, próxima quinta-feira, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Nomeados para Melhor Canção Ligeira e Popular com “É no meio delas” está o grupo de Vizela, que já conta com quase duas década de existência.O prémio é bem visto pelo grupo neste que “tem sido um ano fantástico e aos poucos as coisas têm surgido”, revelou-nos Artur Peixoto, um dos elementos. O grupo afirma-se no mercado por consequência da teatralização do espetáculo ao vivo o que os distigue dos demais. “Na nossa visão significa diferença. É um espetáculo único feito de música teatro e humor. E é precisamente isso que queremos levar às pessoas”, afirma. Este ano a nomeação é dupla pois o grupo está também (novamente) nomeando internacionalmente nos IPMA (Internacional Portuguese Music Awards). A cerimónia que distingue músicos portugueses ou de origem portuguesa vai realizar-se no Providence Performing Arts Center a 12 de Abril. “As comunidades portuguesas estão espalhadas pelo mundo, e nos Estados Unidos há uma comunidade portuguesa muito forte e deixa-nos muito satisfeitos chegar a toda esta gente”, considera Artur. Este ano nestes prémios a nomeação é dupla em “PeopleChoise” e “Música Popular”, sendo que a primeira já venceram no ano passado. Em Portugal o destaque vai para “É no meio delas”, a nova proposta deste quarteto do norte do país que conta com a participação especial de Ukra Monteiro. A conversa com Artur Peixoto para ouvir abaixo:

Há que ensinar e viver as virtudes cardeais

Na Constituição Pastoral «Gaudium et Spes», sobre a Igreja no mundo atual, o Concílio Vaticano II afirma, logo no proémio que «As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração.»(GS 1) A partir desta afirmação, nenhum cristão pode ficar indiferente ou calado diante de tudo aquilo que acontece no mundo e tem de reagir, de acordo com a sua consciência e sentido crítico. Para agir corretamente, o ser humano precisa de exercitar, na sua vida, as chamadas «virtudes cardeais» que devem ser, como o nome indica, o eixo da sua ação. Em latim, «cardo» significa eixo central e até a rua principal a partir da qual se fazia o planeamento urbano, nas cidades do império romano. As virtudes cardeais são, assim, capacidades humanas, eixos, que através do seu exercício, possibilitam ao ser humano a capacidade de uma vida em sociedade mais humana. As quatro virtudes cardeais são a Prudência, a Justiça, a Fortaleza e a Temperança. Penso que nunca, como nos dias de hoje, foi tão necessário ensinar e praticar estas virtudes. Olhamos para o panorama internacional e para o interior de muitas nações e observamos, como tudo isto faz falta e está tão alheado da esfera pública. A prudência é necessária para saber escolher entre o bem e o mal, ou até, na falta de um bem, o mal menor. A justiça capacita-nos para dar a cada um o que lhe é devido e a colocar as coisas no seu devido lugar. A fortaleza é a virtude que nos permite resistir às contrariedades e perseverar no caminho do bem. E a temperança dá-nos a capacidade de usar os bens existentes, sem excessos ou consumismos, nunca escravizando ninguém ou destruindo aquilo que está ao nosso dispor. Como seria útil para o bem comum e a vivência em sociedade se cada um nós praticasse estas virtudes e se as ensinasse pelo seu exemplo e palavra em todos os espaços e meios de que dispõe. Veríamos que os mais fortes não humilhariam os mais simples e fracos; os corruptos não ousavam vangloriar-se das suas fraudes, nem desviar para paraísos fiscais as riquezas de todos nós; os bons teriam coragem e meios para reagir e repor a justiça. E os bens materiais seriam sabiamente distribuídos e estariam acessíveis a todos. Tudo isto pode parecer uma utopia, mas tem de ser uma realidade que devemos procurar e fazer germinar.  Não podemos ficar em silêncio, diante dos imperialismos, dos clientelismos, dos extremismos e dos populismos. Temos de reagir com virtuosidade e combater tudo aquilo que na sociedade contemporânea faz sofrer tantos e tantos seres humanos. Será que podemos compactuar com os caprichos de quem tem mais riqueza pessoal do que muitos países soberanos? Será que é justo alguém ter uma fortuna, a qual se fosse dividida por cada ser humano caberia a cada pessoa um milhão de dólares? Será que acordos assinados com as armas apontadas à cabeça são acordos justos? Será que é lícito perguntar ao agressor se concorda que a sua vítima pare de se defender? Se calhar não era mal pensado tornar o ensino das virtudes uma matéria obrigatória nos programas escolares e todos terem de resolver situações práticas, em casos da vida, para construírem a sua consciência ética e moral, baseada na reta razão. Sérgio Carvalho