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BARRA BASTOMEDIA

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Confraria_do_Vinho_Verde_em_CB.jpgCelorico de Basto recebeu, a 18 de Junho, no Centro Cultural Marcelo Rebelo de Sousa a 53º Entronização da Confraria do Vinho Verde. O Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto foi entronizado Confrade Honorário.

 

A cerimónia contou com a entronização de 21 novos membros na Confraria do Vinho Verde que conta já com mais de 600 elementos. De Celorico de Basto foram entronizados vários membros nomeadamente, o empresário António Pinto, o professor Luís Heitor, o vereador da Câmara de Braga, Altino Bessa. Todos ligados à vinha e ao vinho verde e às Terras de Basto. No final da sessão, foi feita a apresentação e prova do vinho da confrade Cristina Lima, proprietária da Quinta de Soutelos, em Canedo, Celorico de Basto, Dom Basto Escolha. E a terminar foi cantado o Hino da Confraria dos Vinhos Verdes pela voz da Confrade Cristina Lima, também fadista.

O Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, anfitrião desta ação, deu as boas vindas a todos os presentes a “este cantinho em pleno coração da Terra de Basto e que foi o palco escolhido para esta 53º entronização da Confraria do Vinho Verde. É uma honra imensa estar perante todos vós, verdadeiros apreciadores e defensores de tão notável néctar, o nosso vinho verde!”. O autarca fez uma alusão à história do concelho, em tempos um vasto território, à sua localização geográfica, “somos um concelho periférico e isso condiciona, e de que forma o nosso processo de desenvolvimento, daí o facto de atribuir, desde sempre, uma grande importância, à afirmação de Celorico de Basto no contexto da Terra de Basto” e sobretudo, ao vinho verde. “Quando falamos em vinho verde, falamos naturalmente da nossa Terra de Basto, uma das 9 sub-regiões dos vinhos verdes. Muito poderia acrescentar sobres esta terra de Basto que muito me orgulha, mas hoje a vinha e o vinho verde fazem as honras da casa”. O autarca referiu que o cultivo do vinho verde em Celorico de Basto “faz parte da nossa génese , do modo de vida dos celoricenses desde sempre, sendo aliás uma das principais atividades económicas do concelho. , prova disso mesmo é a paisagem que nos circunda, com o verde dominante, na qual podemos apreciar inúmeras e extensas vinhas novas, plantadas em cordão simples, outras, poucas, ainda em ramadas e ainda outras, já mais velhas, na tradicional vinha do enforcado, com árvores altas e que denotam a tradição de cultivo de outros tempos”. José Peixoto Lima fez referências às características próprias deste território, como um microclima muito próprio que permite colher frutos de grande qualidade. Referiu ainda as castas características desta região demarcada, “a casta azal nos brancos confere-lhe a frescura e a acidez que outros já perderam e que resulta em vinhos muito frescos, com aromas muito específicos. A cor forte dos tintos é-lhe conferida pela casta vinhão e os vinhos rosé, hoje cada vez com mais expressão no   de duas castas muito próprias desta terra, o espadeiro e o padeiro de basto”.

O edil Celoricense destacou o trabalho dos produtores celoricenses “que souberam criar néctares de elevada qualidade, e hoje, mais do que nunca, Celorico de Basto afirma-se como um concelho produtor de vinhos verdes de excelência”. E, “a par da inovação no cultivo da vinha e da produção do vinho verde e espumantes, os nossos produtores têm sabido aliar, a esta atividade, o enoturismo, com a oferta de experiências vínicas única, que proporcionam momentos memoráveis no seio das vinhas e do vinho”. A terminar o autarca destacou “todo o trabalho da confraria do Vinho Verde na defesa d promoção do nosso vinho verde e da sua história, pelo respeito pela tradição, pela gastronomia e cultura da região, pela afirmação deste nosso património milenar, aquilo que nos diferencia do resto do país e do mundo, o vinho verde”.

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