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BARRA BASTOMEDIA

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Energia eólicaA Câmara de Mondim de Basto recebe, este ano, 300 mil euros de receita pelos parques eólicos instalados no concelho. O presidente considera uma verba importante para ajudar a pagar as despesas municipais. São no total 26 aerogeradores, que correspondem a uma produção de energia de 52 megawatts. Sete estão ainda a ser colocados nas zonas das aldeias de Campanhó e Pardelhas, no âmbito de um projeto que se estende também ao concelho de Vila Real. Pela lei, a autarquia recebe 2,5% da faturação de energia eólica obtida nos aerogeradores instalados na área do concelho, uma verba que, segundo Humberto Cerqueira, vai equilibrar o orçamento:"Nós precisamos mesmo deste dinheiro para podermos equilibrar o orçamento. É mais uma receita, uma receita muito importante", frisou. A dívida da Câmara de Mondim de Basto era de 13,7 milhões de euros no final de 2013. Em 2009, quando Humberto Cerqueira foi eleito pela primeira vez, a dívida da autarquia totalizava 19,1 milhões de euros. O orçamento para 2014 foi condicionado pela diminuição das transferências do Estado e pelos encargos com a amortização dos empréstimos, que obriga ao pagamento mensal de 125 mil euros, até à execução do Plano de Saneamento Financeiro, que termina em 2022.A autarquia prevê um corte de 2,75% nas transferências para a autarquia, o que representa menos 147 mil euros anuais para o município de Mondim de Basto. Desde 2009, as transferências do Estado diminuíram cerca de 11%, uma quebra na receita que, segundo o autarca, não estava prevista no plano de saneamento financeiro, assinado em 2010. Humberto Cerqueira acredita que o desenvolvimento do concelho passa pelos seus recursos naturais. "O vento, que há uns anos não era considerado em termos de economia, hoje é um bem fundamental. Pode ser aproveitado para reduzir a dependência energética do país e pode ser muito bem aproveitado para trazer receitas quer para a autarquia quer para os donos dos terrenos", frisou. No caso de Mondim de Basto, os terrenos são propriedade dos conselhos diretivos, que obtêm também uma verba "importante em rendas".

O autarca não esquece também o recurso água e, por isso, diz que continua à espera de explicações do Governa e da EDP relativamente à construção da Barragem do Fridão, na zona de Amarante mas que vai atingir Mondim de Basto. "O pior que nos pode acontecer neste momento é este impasse em que se encontra. Há uma indefinição. Não sabemos o que vai acontecer e por isso exigimos uma clarificação", sublinhou.

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