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Portal da QueixaA maior rede social de consumidores em Portugal recebeu, entre janeiro e dezembro de 2018, uma média de 250 reclamações por dia. Diz o Portal da Queixa que as reclamações às câmaras municipais também aumentaram.

As redes sociais mudaram a perceção do consumidor relativamente à qualidade dos serviços e produtos das marcas que consomem. A confiança e a reputação passaram a ser os elementos influenciadores de decisão na compra e as marcas procuram, cada vez mais, as plataformas digitais para responder às insatisfações dos consumidores. 70% das reclamações recebidas no Portal da Queixa, em 2018, receberam resposta. As entidades que menos respondem são a Segurança Social, seguida da TAP e da CP. No entanto, marcas mais reclamadas como a MEO e CTT dão resposta a todas as reclamações apresentadas pelos seus clientes no Portal da Queixa.

Criado há quase 10 anos, por Pedro Lourenço - após ter surgido a necessidade de apresentar uma reclamação e não ter obtido resposta por parte da marca, nem por parte dos organismos de regulação e proteção dos consumidores -, o Portal da Queixa mantém-se, hoje, fiel ao seu objetivo de agilizar, estreitar e facilitar a comunicação entre as marcas e clientes, de uma forma isenta e sem intervir no processo de reclamação. Uma missão que veio contribuir para alterar o comportamento dos consumidores portugueses.

"É realmente um caminho sem volta. Nos dias de hoje, são quase nulas as marcas que evitam ter uma relação pública com os seus clientes, por força do exponencial aumento do uso de redes sociais e da internet no geral. Há 10 anos, uma reclamação pública contra uma marca que ficasse online sem resposta e tratamento, representava uma "pedra no sapato". Hoje, é um ato negligente por parte dos gestores da marca, pois coloca a sua reputação em causa, por quebra de confiança e falta de proximidade. O consumidor atual decide por onde e quando quer apresentar a sua reclamação, pois adquiriu esse poder e isso deve ser respeitado.", afirma Pedro Lourenço, CEO e fundador do Portal da Queixa.

Hoje, a maior rede social de consumidores em Portugal, tem mais de 300 mil utilizadores registados, e conta com uma média de 9 mil novos registos a cada mês. Com 1 milhão de visitantes únicos por mês que geram 3 milhões de pageviews/mês, o Portal da Queixa recebeu, entre janeiro e dezembro de 2018, em média 250 reclamações por dia (perto de 90 mil ao ano). Contudo, destaca-se o facto de que 98% dos visitantes não efetua uma queixa, apenas visualiza as reclamações dos apenas 2% dos visitantes que regista reclamações.

Os resultados divulgados atestam que o Portal da Queixa é, hoje, muito mais do que uma plataforma para apresentar reclamações. Devido à importância que conquistou no ecossistema de consumo em Portugal, o Portal da Queixa é um espaço onde os consumidores pesquisam informações acerca de uma marca ou serviço antes de procederem à decisão da compra.

Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa, avalia estes resultados como conclusões positivas e explica: "Enquanto que, há alguns anos, a relação entre marca e consumidor era na sua maioria privada, hoje, as marcas são postas à prova publicamente e avaliadas na forma como resolvem os problemas com os seus clientes. Assim, o consumidor atual - cada vez mais online - procura obter a garantia de confiança na marca, através da opinião dos outros consumidores em plataformas como o Portal da Queixa, e isso tem um impacto muito grande na perceção real com que este fica das marcas no mercado."

A confiança e a reputação passaram, assim, a ser os elementos influenciadores de decisão na compra, o que faz com que haja uma crescente preocupação por parte das marcas em responder e resolver as insatisfações dos seus clientes.

Aproximadamente 70% das reclamações recebidas e aprovadas no Portal da Queixa em 2018 receberam resposta.

Pela análise, verifica-se que as entidades que menos respondem são a Segurança Social, seguida da TAP e da CP. No entanto, marcas mais reclamadas como a MEO e CTT dão resposta a todas as reclamações apresentadas pelos seus clientes no Portal da Queixa. Outra marca que se destaca bastante pela positiva é a EDP Comercial que apesar de estar presente no topo das mais reclamadas é a que apresenta uma das melhores taxas de solução (96.6).

O Continente e a Worten são também bons exemplos de marcas mais reclamadas por categoria que dão solução aos problemas dos consumidores, com taxas de solução acima dos 70. A nível de entidades públicas as mais reclamadas são a Segurança Social, Centro Nacional de Pensões e Serviço Nacional de Saúde. Contudo, existem igualmente organismos públicos preocupados em dar resposta aos cidadãos e resolver, exemplo disso são o IMT e a Câmara Municipal de Lisboa, com índices de satisfação acima dos 80.O IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, é a entidade que mais se destaca com uma taxa de solução de 98 em 100.

CTT e CTT Expresso: Falha na entrega de encomendas e correio

A partir de junho, foi verificado um aumento significativo do número de reclamações dirigidas à empresa de correio postal e expresso, e todas tinham um factor em comum: eram encomendas provenientes da China e enviadas pelo método Yanwen. Segundo os consumidores reportaram ao Portal da Queixa, estas encomendas chegavam a Portugal, mas nunca aos destinatários, o que gerou bastantes reclamações na plataforma, alegando extravio e falta de solução por parte dos CTT.

Companhias aéreas lideram queixas no turismo

Nos primeiros cinco meses de 2018, houve um aumento de 78% no setor do turismo. Das companhias aéreas, a marca que mais se destacou foi a TAP com um aumento de 125% face ao período homólogo de 2017.

Os principais problemas relatados pelos consumidores foram: cancelamentos de voos/overbooking; atrasos nos voos; reembolso do valor dos voos perdidos; bagagem (perda, danos).

Queixas às Câmaras Municipais aumentaram

No primeiro quadrimestre do ano, o Portal da Queixa registou um aumento na ordem dos 71% do número de reclamações dirigidas às Câmaras Municipais. Um facto que demonstra a preocupação crescente dos munícipes com o local onde vivem e que revela que os cidadãos estão, cada vez mais, zelosos dos seus direitos.

As reclamações apresentadas dizem, essencialmente, respeito ao estado das vias e infraestruturas, limpeza, barulho, iluminação e outros problemas presentes dentro das localidades.

Disparam as queixas de utentes da CP

No Portal da Queixa, as queixas relativas à CP aumentaram 83% no primeiro semestre de 2018. A própria CP reconhece mais falhas devido a avarias e obras.

Os principais motivos para as reclamações são os atrasos e as supressões de comboios (identificados pela CP como problemas relacionados com a circulação), o engano no preço do bilhete e a falta de condições.

Tarifário móvel jovem WTF da NOS é o que regista mais queixas

Desde o início de 2018, até ao mês de novembro, o número de reclamações registou uma subida de 62%, face a igual período do ano passado. Um dos principais motivos de reclamação apresentado pelos consumidores, desde agosto, está relacionado com o incumprimento do que é garantido pelo tarifário escolhido.

                                                                                                                             (texto-portal da queixa)

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