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UMinho - campus de Gualtar, Braga.A secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, abriu na quinta-feira, às 9h30, no Instituto de Educação (IE) da Universidade do Minho, em Braga, o seminário internacional "Empoderando a população cigana através da produção de conhecimento: o papel dos investigadores, académicos e sociedade civil".

A sessão de abertura junta ainda a vice-reitora da UMinho para a Cultura e Sociedade, Manuela Martins, o presidente do IE, José Augusto Pacheco, e a coordenadora do Observatório das Comunidades Ciganas (ObCig), Maria José Casa-Nova. Segue-se a conferência "Desenvolvendo os Estudos Romani para o Século XXI: desafios e oportunidades", proferida por Iulius Rostas, da Central European University (Hungria). O programa inclui mesas redondas sobre o acesso e a importância da frequência do Ensino Superior, bem como a produção e apropriação de conhecimento científico para a humanização das sociedades. Na quinta-feira destacam-se às 16h00 os testemunhos de quatro jovens universitários de etnia cigana, e, às 18h00, a apresentação do tema "Um direito humano fundamental para o século XXI", por um grupo de estudantes ciganos e não ciganos. O evento prossegue na sexta-feira, estando previstas no encerramento, pelas 12h15, as intervenções do Alto Comissário para as Migrações, Pedro Calado, do pró-reitor da Central European University para o Ensino Superior, Liviu Matei, da diretora do Centro de Investigação em Educação, Laurinda Leite, e do diretor do Departamento de Ciências Sociais da Educação do IE, Virgínio Sá. Este seminário enquadra-se numa lógica de empoderamento pessoal e social, dando voz a professores e alunos universitários ciganos, pessoas ciganas e não ciganas, entre outros atores sociais e organizações da sociedade civil que trabalham em articulação e em diálogo com aquela população, no sentido de construir uma sociedade inter/multicultural, potenciadora de mais oportunidades e, consequentemente, de menos desigualdades. Serve ainda para chamar a atenção dos decisores políticos e de outros atores sociais para a importância da produção de conhecimento académico sobre a população cigana e a sua centralidade para a produção de mudanças sociais para a população cigana e para a sociedade no seu todo. Ao mesmo tempo que a Comissão Europeia tem elaborado, sem precedentes, políticas e diretrizes para os Estados-membros, com o objetivo de melhorar as condições de vida da população cigana, assiste-se a um recrudescimento do racismo, tendo aquele grupo como principal alvo. O empoderamento dos ciganos passa, entre outras dimensões, pelo seu acesso ao ensino superior como forma de desenvolvimento de capacidades e competências fundamentaria para a construção de ferramentas de análise e de intervenção na sociedade de que fazem parte, explica Maria José Casa-Nova, coordenadora do ObCig e docente do IE.

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