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Reunião Conselho  da ComunidadeO Conselho da Comunidade do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) do Tâmega III – Vale do Sousa Norte (Lousada, Felgueiras e Paços de Ferreira) reuniu na passada sexta-feira, dia 24, em Lousada, com o objetivo de fazer o ponto da situação epidemiológica da região da Covid-19.

Uma das conclusões retiradas deste encontro foi que "os dados estão estáveis não havendo aumentos significativos nas últimas semana", como teve oportunidade de destacar o Vereador da Saúde, Dr. Nélson Oliveira. No entanto, é destacada, mais uma vez, a importância extrema de todos assumirem um papel ativo na prevenção.

Dos vários pontos abordados durante a reunião, destaque para algumas solicitações por parte do Vereador da Saúde da Câmara de Lousada que destacou a necessidade de "uma maior celeridade no reagendamento das consultas em atraso, sabendo que é previsível que em setembro a normalidade possa estar restabelecida, a urgência na retoma dos atestados de incapacidade multiusos e a melhoria da comunicação/informação dos serviços de atendimento junto dos utentes".

O Dr. Nélson Oliveira destacou ainda "o empenho na colaboração que tem existido entre a autarquia e as instituições de saúde, em particular na contínua luta contra a pandemia, em que é mais do que justo fazer um enorme agradecimento pelo empenho e profissionalismo dos profissionais de saúde deste ACeS nesta fase de intenso trabalho".

Um outro exemplo apresentado foi a situação junto dos idosos que vivem nos dois lares da Santa Casa da Misericórdia e que foram protegidos desde o primeiro momento. Os funcionários fizeram turnos semanais para que não houvesse perigo de transmissão do exterior para esta população muito mais vulnerável.

O Diretor do ACeS, Dr. Hugo Lopes, começou a sua intervenção com uma palavra à comunidade na forma como tem lidado com toda esta situação, deixando ainda a recomendação para que "não se baixe a guarda, pois o vírus continua a circular na comunidade".

O trabalho do ACeS está a ser efetuado com a antecipação possível e nesse sentido estão a ser implementadas diversas alterações ao funcionamento das Unidades de Saúde Familiar. Exemplo disso é "o acompanhamento que está a ser efetuado pelo médico de família aos utentes infetados que estão a fazer a convalescença em casa. A teleconsulta vai ser uma realidade mais frequente para que a população, nomeadamente a mais frágil, não tenha de ser deslocação à USF, sobretudo na época gripal, no início do outono. Neste sentido vai ser necessária a colaboração das entidades locais

das freguesias no sentido de sensibilizar a população para evitar deslocações desnecessárias ao Centro de Saúde, para aspetos burocráticos". O Diretor do ACeS admitiu ainda que existem dificuldades na comunicação e atendimento telefónico, mas que tudo está a ser feito para minorar esta situação. Também a desmaterialização ao nível da documentação é um dos objetivos, evitando as deslocações dos utentes às USF, passando a ser efetuado via eletrónica, também aqui com o apoio das entidades de locais. De acordo com o Dr. Hugo Lopes "no final de setembro espera-se que 87% da atividade que

tinha sido suspensa esteja já em funcionamento ao nível das Unidades de Saúde Familiar". Na sua intervenção o Dr. Hugo Lopes destacou ainda os vários fatores que contribuíram para que os números de infetados neste ACES fosse tão alto. O facto de ser uma zona fortemente mindustrializada, de ter uma taxa de desemprego baixa, de ter uma elevada densidade populacional e com muita população jovem foram determinantes para que os números disparassem.

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Covid 19 - Recomendações

Medidas de prevenção:

. distanciamento social;

. etiqueta respiratória:

. o tapar o nariz e a boca quando espirrar ou atirar, usar um lenço de papel ou o braço, NUNCA com as mãos;

. o deitar o lenço de papel no lixo;

. lavar como mãos sempre que se associar, espirrar ou atirar;

. lavar frequentemente como mãos com água e sabão ou uma solução à base de álcool;

. ou evitar contato próximo com dores com infeções respiratórias.

A Direção-Geral da Saúde não recomenda o uso de máscara de proteção individual por pessoas sem sintomas.

A utilização correta das máscaras é recomendada apenas para:

• pessoas doentes;

• suspeitas de infração por COVID-19:

• profissionais que prestam cuidados médicos suspeitos de infração por COVID-19:

O que devo fazer se tiver tido contato próximo com uma pessoa infetada?

Os seguintes sintomas (febre, tosse ou dificuldade respiratória) devem:

• ligar para o SNS 24 - 808 24 24 24 e seguir como instruções dadas;

• evitar estar próximo de pessoas;

Se não tiver sintomas (febre, tosse ou dificuldade respiratória), deve:

• evitar estar próximo de pessoas durante 14 dias;

• medir a temperatura 2 vezes por dia;

 

Siga sempre todas as indicações das autoridades de saúde, nomeadamente a Direção Geral de Saúde, o Serviço Nacional de Saúde, a Organização Mundial de Saúde e as autoridades locais.