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Região do Barroso quer ser território distinguido da UnescoNa sequência de uma candidatura realizada ao programa GIAHS, em 2016, uma delegação da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) esteve, por estes dias, de visita à região do Barroso. A decisão final só vai ser conhecida em Março.

A comitiva observou vários pontos do concelho: a sede do Ecomuseu de Barroso, o polo da Casa do Capitão (Salto) e algumas explorações pecuárias. Os elementos da organização estiveram, ainda, em contacto com a paisagem e acompanharam a realização de atividades tradicionais comunitárias na aldeia de Pitões das Júnias. Trata-se da reta final de um processo que deverá estar concluído em março e que poderá atribuir à região o título de sistema agrícola de importância global da FAO de que fazem parte apenas 40 regiões em todo o Mundo. No final, o sentimento é de confiança para a decisão que terá luz verde já em março.

A fim de salvaguardar e apoiar os sistemas mundiais do património agrícola, em 2002 a FAO iniciou o programa Globally Important Agricultural Heritage systems (GIAHS) - A importância mundial do património agrícola. O território foi candidato tendo em conta, sistemas e paisagens agrícolas específicos que foram criados, moldados e mantidos ao longo de várias gerações de agricultores e pastores com base nos diversos recursos naturais e utilizando práticas locais. Nesse sentido, o processo de candidatura da região de Barroso ao programa, desenvolvido pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e que envolve os concelhos de Montalegre e Boticas, conheceu estes dias mais um capítulo. Segundo Francisco Sarmento, representante da FAO em Portugal, «É um reconhecimento público de uma região diferente. Isso expressa-se no tipo de sistemas agrários, paisagens, hábitos alimentares e sociais. Por vezes é preciso que alguém de fora venha dar valor ao que temos. Este reconhecimento acrescentará valor à região e aos seus produtos. Esperamos que esse valor adicional seja distribuído pela região, favorecendo em particular os agricultores familiares. Sem eles, este património não continuará a existir da forma como todos queremos».

De lembrar, que desde 2016, que técnicos da organização têm marcado presença no nosso território a fim de aferirem sobre o impacto que representa o nosso chão barrosão nesta candidatura. Recorde-se também que a cultura, a paisagem e a gastronomia locais são a base de um processo que envolve várias entidades: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Universidade do Minho (UM), Associação de Desenvolvimento do Alto Tâmega (ADRAT) e Direção Regional de Agricultura (DRA). Para Orlando Alves, presidente da câmara de Montalegre «Foi uma visita importantíssima. Tivemos entre nós dois elementos da FAO que vieram fazer uma avaliação do território para emitirem um parecer sobre a candidatura que realizamos para que possamos ser considerados território da Unesco. Não tenho dúvida nenhuma que seremos bem sucedidos. E vamos ser o primeiro território do país a ter esta classificação. Trata-se de um território que já é dominado pela nossa monumentalidade, qualidade arquitetónica, preservação da natureza e espécies e que é reserva da biosfera. Esta classificação poderá ser uma âncora para o desenvolvimento da região, sobretudo para o turismo de natureza que tem que ser a vertente maior da nossa afirmação turística. Não vamos competir com a massificação de território nenhum, do país ou do Mundo. Queremos preservar a nossa identidade. Para isso, esta classificação é importante porque trará maior visibilidade ao nosso território, tão relevante para a nossa sobrevivência e sustentabilidade».

 

 

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