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Contas NordestinasA 21 de Novembro, no Centro de Interpretação do Território em Sambade, Alfândega da Fé, a Filandorra – Teatro do Nordeste vai apresentar em estreia nacional o espectáculo/performance Contas Nordestinas, uma adaptação ao palco de algumas páginas do livro de A.M. Pires Cabral.

"O Diabo ao enterro", serviu de base ao projecto "O Teatro e as Serras – Pólo de Criação da Serra de Bornes", um dos vencedores da primeira edição do Orçamento Participativo de Portugal (OPP) na área da cultura/região norte.

Em Contas Nordestinas a Filandorra coloca em cena o microcosmos da aldeia nordestina, feito de elementos estruturantes da sociedade rural – o pão, a água, a lã, os valores e comportamentos, as superstições, a morte... sob a batuta do Tio Zé das Candeias, que nas palavras do autor, é "um compère muito sui generis que encarna o papel quase demiúrgico de guardião da memória e dos usos da aldeia. São contas (modo rural nordestino de dizer contos, histórias) de riso e de choro, de sangue e de cio, de afronta e de vingança, onde os instintos irrompem poderosamente". Fugindo à tentação do naturalismo fácil, a encenação, acrescenta Pires Cabral, "prefere adoptar uma abordagem simbólica feita do maravilhoso e de mágico, em marcações rápidas e precisas, sublinha a música popular autêntica, que convém singularmente ao texto, formando com ele um todo harmonioso". No espectáculo de estreia, a implementação cénica distribui-se pelos vários espaços do Centro de Interpretação do Território – Sambade, onde está instalado o projecto "Olhar do pastor", numa "viagem" pela cultura, identidade, história e património do território a partir da "voz" dos pastores, das suas vivências, maneiras de estar, dificuldades e ambições para o futuro. A estreia de Contas Nordestinas integra o programa das comemorações do 3º aniversário do Centro de Interpretação do Território – Sambade, com a apresentação do espectáculo pelas 14h30 para a Comunidade Escolar, e às 21h30 para o público em geral, este precedido pela iniciativa Elegia ao Pastor destas Terras, com a participação de elementos do Tafé - Escola Municipal de Teatro. No dia 25 de Novembro pelas 15h00, Contas Nordestinas tem a sua estreia na Casa do Povo de Chacim, aldeia localizada no sopé da Serra de Bornes e de onde é natural A.M. Pires Cabral, autor do livro que serviu de base para este espectáculo/performance.

Recorde-se que o projecto "O Teatro e as Serras", cuja proposta foi apresentada no Encontro Participativo de Alfândega da Fé em Março de 2017, "nasceu" com base na experiência da Companhia desenvolvida neste concelho nos últimos anos, assente numa base protocolar que possibilitou a divulgação de espetáculos do reportório nacional e universal da dramaturgia para públicos escolares e públicos em geral. Com este projeto pretendeu-se afirmar esta linha de trabalho, valorizando os territórios do interior como espaços naturalmente dignos de experiências no domínio da criação literária e artística, em contraponto com os "tradicionais" centros de criação nas zonas urbanas. Em suma, "O Teatro e as Serras" é um projeto situado física e emocionalmente e em relação direta com as comunidades VIP – Vivemos no Interior do País, confinadas às localidades que circundam as serras de Trás-os-Montes.

Com a coordenação geral da Direção Regional de Cultura do Norte, a execução do projecto "O Teatro e as Serras" pressupôs a implementação de cinco pólos de criação artística confinadas às localidades que circundam as serras, nomeadamente o Pólo Serra do Barroso (Boticas e Montalegre), Pólo Serra de Bornes (Alfândega da Fé e Macedo de Cavaleiros), Pólo Serra da Padrela e Serra de Santa Comba (Mirandela, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar), Pólo Serra de Montesinho (Bragança e Vinhais) e Pólo Serra do Alvão e do Marão (Amarante, Baião, Mesão Frio, Mondim de Basto, Peso da Régua, Ribeira de Pena, Santa Marta de Penaguião e Vila Real). A gestão do pólo de criação da Serra de Bornes foi da responsabilidade da Filandorra e contou com as parcerias dos Municípios de Alfândega da Fé e Macedo de Cavaleiros, e a participação das comunidades locais na construção do espectáculo, que depois da estreia irá visitar Mogadouro e Vila Flor, concelhos da área geográfica da Serra de Bornes, para além dos concelhos dos restantes pólos de criação que integram o projecto "O Teatro e as Serras".

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