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Mosteiro Paço de Sousa (1)Forte investimento de cerca de meio milhão de euros vai permitir um amplo conjunto de obras, escavações arqueológicas e trabalhos de conservação e restauro.

 

O Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa, em Penafiel, vai ser alvo de uma profunda requalificação, com um conjunto de obras, escavações arqueológicas e trabalhos de conservação e restauro, durante os próximos nove meses. O início das obras no Mosteiro de Paço de Sousa tem data marcada, simbolicamente, hoje, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios; Pelas 11h30, vai ser firmada a assinatura, no local, do auto de consignação da empreitada de conservação, salvaguarda e valorização.

Este antigo mosteiro beneditino, uma das maiores referências da arquitetura românica nacional, é um dos 58 monumentos que integra, atualmente, o projeto turístico-cultural da Rota do Românico. O projeto técnico desta intervenção foi elaborado pelos serviços da Direção Regional de Cultura do Norte, entidade à qual aquele monumento nacional se encontra afeto. Os trabalhos vão incluir a recuperação das coberturas, a drenagem e desaterro da envolvente, a limpeza e tratamento das paredes, a conservação dos tetos, a instalação elétrica e a requalificação do claustro. Esta empreitada será acompanhada pela realização de escavações arqueológicas que, em conjunto, representarão um investimento de 386 mil euros. Oportunamente, serão desenvolvidos também alguns trabalhos de conservação e restauro na sacristia da igreja, que terão como alvo o mobiliário, o retábulo, os caixotões e a pintura mural do lavabo, num investimento de cerca de 114 mil euros. Todas as intervenções referidas serão cofinanciadas em 85% pelo Programa Operacional Regional do Norte 2014/2020 (Norte 2020), através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, e em 15% pelo Município de Penafiel, no âmbito da operação "Rota do Românico: Património, Cultura e Turismo". O Mosteiro de Paço de Sousa foi fundado no século X. A atual igreja foi edificada no século XIII e a capela-mor, a sacristia, o claustro e o que resta do edifício monástico datam dos séculos XVII e XVIII. O conjunto foi alvo de intervenções nos séculos XIX (1883 e 1887) e XX (1937-1939).

No interior da igreja encontra-se uma das mais belas peças da escultura românica nacional: a arca tumular de Egas Moniz de Ribadouro, o lendário aio de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal.

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