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Rui Chafes com escultura em Paredes

O artista plástico Rui Chafes, que tem uma obra integrada no Circuito de Arte Pública de Paredes, é o vencedor da 29.ª edição do Prémio Pessoa, no ano em que passam 80 anos sobre a morte de Fernando Pessoa.

O prémio, no valor de 60 mil euros, distingue uma pessoa de nacionalidade portuguesa com uma "intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país" e foi, esta sexta-feira, anunciado no Palácio de Seteais, em Sintra. O júri da edição deste ano, presidido por Francisco Pinto Balsemão, integra Álvaro Nascimento, António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto de Moura, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria Manuel Mota, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga, Pedro Norton, Rui Magalhães Baião, Rui Vieira Nery e Viriato Soromenho-Marques. Rui Chafes é um escultor português nascido em Lisboa, em 1966. Formou-se em Escultura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, em 1989, seguindo depois para Dusseldorf, onde frequentou a Kunstakademie, sob a direção do artista alemão Gerhard Merz. A escolha da cidade alemã revela o seu interesse pela cultura alemã, que tem sido uma constante, não se limitando apenas a uma referência de base da sua obra plástica. No entanto, trabalha preferencialmente com o ferro, um material que evoca a cultura ibérica. A sua obra está presente em Paredes, integrando o Circuito de Arte Pública da cidade. A escultura Mundo de Fogo, de 2012, está colocada no jardim da Igreja Matriz. "Esta nuvem de fumo, de vapor (ou de fogo), eleva-se desde o interior da terra, permitindo ao espetador que a descobre tentar vislumbrar, na escuridão das profundezas, o reino de Hades, nos subterrâneos da terra. Esta obra é uma voz tenebrista que lembra a quem passa na rua, sob a claridade do sol, que as trevas nos acompanham sempre e são a nossa permanente e inevitável companhia, em contraponto com a luz celestial que nos envolve e nos chama. O Homem vive na fronteira entre a luz e a sobra", assim a descreve Rui Chafes.

O Prémio Pessoa é uma iniciativa anual do semanário Expresso, com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos. Atribuído pela primeira vez em 1987 ao historiador José Mattoso, já distinguiu o poeta António Ramos Rosa (1988), a pianista Maria João Pires (1989), a pintora Menez (1990), o arqueólogo Cláudio Torres (1991), os cientistas António e Hanna Damásio (1992), o filósofo Fernando Gil (1993), o poeta Herberto Helder (1994 – recusou o galardão), o poeta e tradutor Vasco Graça Moura (1995), o neurocirurgião João Lobo Antunes (1996), o escritor José Cardoso Pires (1997), o arquiteto Eduardo Souto Moura (1998), o poeta Manuel Alegre e o fotógrafo José Manuel Rodrigues (1999), o compositor Emanuel Nunes (2000), o cinéfilo João Bénard da Costa (2001), o cientista Manuel Sobrinho Simões (2002),o constitucionalista José Joaquim Gomes Canotilho (2003), o escritor Mário Cláudio (2004), o ator Luís Miguel Cintra (2005), o cientista António Câmara (2006), a historiadora Irene Flunser Pimentel (2007), o arquiteto João Luís Carrilho da Graça (2008), o atual Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente (2009), a cientista Maria do Carmo Fonseca (2010), o ensaísta Eduardo Lourenço (2011), o escritor e tradutor Richard Zenith (2012), a cientista Maria Manuel Mota (2013) e o historiador de ciência Henrique Leitão (2014).

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