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Joalheiro e artesão amarantinos mostram Barro Preto no claustro do Museu (1)O Claustro do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso (MMASC) foi o cenário escolhido para a apresentação da coleção de jóias "Barro Preto", criada pelo Joalheiro Daniel Oliveira, com a colaboração do artesão César Teixeira.

As jóias que são mostradas durante o desfile, de amanhã, pelas 22h, têm por base a cor e texturas das peças da olaria de Gondar, feita com base no barro preto, segundo uma arte cuja origem se perde no tempo.

Paralelamente ao desfile, César Teixeira construirá, in loco, peças em barro preto. São várias as peças da olaria de Gondar: assadores, chocolateiras, alguidares, púcaros... O barro de que são feitas, logo que extraído, é crivado para a gamela e amassado, num ato em tudo semelhante ao amassar do pão. Depois de culdrado, ou seja, depois de lhe serem retiradas as impurezas, é centrado no tampo da roda e modelado. Neste processo, usam-se os fanadoiros, o esquinante e trapos humedecidos com água. À modelação segue-se a decoração, simples, usando-se, geralmente, o "picado" - pequenos pontos feitos por punção, sem orientação pré-definida, com semelhança nas cerâmicas medievais. Moldadas e decoradas, as peças são postas a secar durante dias e, posteriormente, cozido na soenga (forno escavado na terra). O processo de cozedura desenvolve-se em três fases: a pré-cozedura, que se destina a retirar parte da água ainda existente; a cozedura, que atinge temperaturas da ordem dos 800 graus e a pós-cozedura, que proporciona um arrefecimento em atmosfera redutora.

Joalheiro e artesão amarantinos mostram Barro Preto no claustro do Museu (2)

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