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25 de Abril em Cabeceiras de BastoA 25 de Abril, realizou-se em Cabeceiras de Basto, uma Sessão Solene da Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto, momento alto das comemorações dos 41 anos do 25 de Abril levadas a efeito pela autarquia cabeceirense.

Depois da cerimónia do Hastear da Bandeira Nacional, com a guarda de honra dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses, teve lugar na Sala de Sessões da Assembleia Municipal, a Sessão Solene evocativa do 25 de Abril, que juntou dezenas de pessoas. Revela a autarquia em comunicado que " rememorando a data célebre do 25 de Abril, que restituiu a democracia e a liberdade aos portugueses, o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, incidiu a sua intervenção em dois vetores: democracia e desenvolvimento, a que associou as virtualidades do poder local, as potencialidades do nosso território e o novo quadro comunitário 2020. O autarca salientou a necessidade de aprofundar, valorizar e qualificar a democracia, considerando que, neste âmbito, o poder local, de proximidade e de conhecimento, tem um papel muito importante a desempenhar na sua credebilização. Todos devemos lutar pela democracia e pelos princípios de Abril, disse Joaquim Barreto, acrescentando que os políticos têm o dever de cumprir com o que prometem e defender os interesses das respetivas populações que representam. A sua ação diária deve desenvolver-se num quadro de responsabilidade, eficácia, seriedade, cooperação e lealdade institucional.

No que ao desenvolvimento diz respeito, o autarca realçou a necessidade de olhar o nosso território e as suas potencialidades, procurando implementar medidas que conciliem a urbanidade com a ruralidade. Apelou aos autarcas presentes para manter a "nossa identidade rural" e como tal que não sejam esquecidas as nossas raízes, os nossos recursos endógenos e projetos diferenciadores no processo de modernização deste concelho. Apelou ainda para a necessidade de continuar a qualificar as insfraestruturas locais, humanizar os espaços urbanos, mas também apostar na qualificação das pessoas e na criação de dinâmicas sócio económicas conducentes ao aumento de postos de trabalho em todo o território cabeceirense, criando condições para fixar as pessoas, potenciando os recursos, combatendo o despovoamento dos espaços de montanha e combatendo o encerramento de serviços públicos. Acreditando que "Cabeceiras de Basto tem futuro" reafirmou a necessidade de "continuar a cumprir Abril, para que sociedade civil, autarcas e, todos em conjunto, continuem a desenvolver qualitativa e quantitativamente este território de que todos gostamos e amamos, que é Cabeceiras de Basto". Depois de saudar todos os presentes, o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, começou por perguntar se o 25 de Abril valeu a pena, questão esta que deu origem a uma comparação entre as condições de vida no passado e atualmente, enaltecendo o poder local e o regime democrático que permite a eleição dos seus agentes políticos. O autarca falou ainda da atual crise financeira e as suas consequências diretas na vida dos portugueses. Na sua intervenção destacou "o dever e a vontade de lutar pelo desenvolvimento humano da nossa terra, em prol do bem-comum e da qualidade de vida" dos cabeceirenses e a "vontade de honrar e engrandecer a história e o património do nosso concelho", pugnando sempre pelos ideais de Abril, símbolo maior da democracia e dos democratas, referência excecional da igualdade, fraternidade e da justiça, que está na origem do poder local democrático de que somos parte e que apesar de já ter permititdo muito, "continua a permitir que se concretizem os ideais de uma sociedade mais justa e onde o bem-comum seja uma realidade". Em representação do Grupo Municipal do PS, Dr. Domingos Machado evidenciou as conquistas do 25 de Abril, fazendo uma retrospetiva histórica do antes e depois da Revolução dos Cravos de 1974, que originou "uma eclosão de ideais, na mistura entre a utopia e a rebelião, entre a realidade absoleta e a ânsia de novos mundos". "Hoje muitos de nós não vêem a importância deste eclodir" esquecendo-se que "há ideias, princípios e valores que são inegociáveis, que há comportamentos humanos que são moralmente inaceitáveis e que por outro lado há direitos intrinsecamente inalienáveis e que conferem dignidade aos ser humano" realçou Domingos Machado, constatando que "a democracia não resolve por si só todos os problemas, mas é a forma genuinamente mais forte de tentar a sua resolução. Compete à ação política criar condições para que todos os cidadãos, independemente do que são, possam usufruir de circunstâncias positivas para a consecução da sua existência". "Comemorar o 25 de Abril, é relembrar, sobretudo, a responsabilidade que nos obriga a pensar politicamente a nossa ação cívica" disse Domingos Machado, para quem "é na urgência desta consciência, que aparece a diferença que distingue ideologicamente e a relevância dos partidos políticos enquantos elos fundamentais para a vida democrática", para a qualidade da Democracia, que nos obriga "a refletir sobre a essência da sua ação, numa proximidade efetiva com os cidadãos, sem, o recurso demagógico do facilitismo e da iredesponsabilidade." Reconhecendo que embora muito se tenha alcançado com o poder local, Domingos Machado disse que "o PS nesta Assembleia tem procurado respeitar os seus compromissos, honrar os seus princípios de esquerda democráticca, reconhecer com orgulho, e sem qualquer sentimento de culpa, a sua história em Cabeceiras de Basto, de trabalho, rigor, seriedade, reconhecida desde 1993 e em todos os atos eleitorais". "A lealdade aos princípios de Abril, de justiça e de equidade sociais, é um dever que nos constitui e é uma herança que temos que transmitir, como o bem mais precioso e duradouro, às gerações que no tempo nos irão suceder", concluiu Domingos Machado. Em representação do Grupo Municipal 'Independentes por Cabeceiras – IPC', Dr. Paulo Pinto começou por identificar os "êxitos notáveis" alcançados pelo 25 de Abril que permitiram a Portugal dar "passos gigantes" em diversos setores de atividade, com destaque para a conquista do poder local democrático. Portugal tem todas as razões para estar grato aos militares de Abril. No entanto, considerou que o "nosso regime democrático vai apresentando as primeiras rugas" registadas no bem estar, nas condições de vida condignas, na equidade social que contribui para a felicidade e a coesão social. Tem que haver a consciencialização de que o estado somos todos nós, disse o autarca para quem a palavra «confiança» é talvez a que esteja mais desgastada no nosso sistema democrático e acrescentou que os cidadãos estão cada vez mais atentos e exigentes e por isso há uma maior necessidade de envolvimento. "Hoje em Cabeceiras celebramos Abril" e todos os que trabalharam para cumprir os seus ideais têm o nosso respeito, conclui o autarca do movimento IPC. O líder do Grupo Municipal da Coligação 'Juntos por Cabeceiras' (PPD/PSD - CDS-PP), Prof. Hugo Pacheco, agradeceu a todos os que tiveram um papel ativo no 25 de Abril, cujo legado deixado é enorme. "Hoje, estamos bem melhor do que há quatro décadas" defendeu. Os indicadores do desenvolvimento subiram nos mais diversos setores de atividade", considerando, no entanto, este como o momento para uma reflexão sobre os caminhos percorridos e defendendo a necessidade de uma sociedade onde more o bem comum, mais partipada e mais envolvente."

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