slogan

 

BOTAO OUVIR BOTAO RADIOQUEVALEPORDUAS

geotaO GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente entregou, na Procuradoria-Geral da República, em Lisboa, uma queixa-crime pedindo uma investigação às decisões tomadas pelos responsáveis políticos e técnicos envolvidos na construção de novas barragens.

É pedido ao Ministério Público que dê especial atenção às obras incluídas no Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico (PNBEPH): barragem de Foz Tua e Sistema Eletroprodutor do Tâmega (barragens de Daivões, Gouvães e Alto Tâmega), Fridão e, também, ao Aproveitamento Hidroelétrico do Baixo Sabor. O objeto da queixa prende-se com o conjunto de atos e decisões políticas e administrativas tomadas nos últimos anos, com especial incidência nos respetivos processos de planeamento, aprovação, subsidiação, licenciamento e implementação. Em comunicado a GEOTA revela "Vieram também a público relatos de possíveis situações de tráfico de influências, envolvendo a construção da barragem de Foz Tua". O encerramento da linha ferroviária do Tua, a aprovação do Aproveitamento Hidroelétrico de Foz Tua e o acompanhamento ambiental desta obra, que se encontra em fase de conclusão, são outras das decisões que a associação ambientalista pretende ver investigadas, bem como a criação do PNBEPH, em 2007, e as posteriores avaliações que nunca analisaram o assunto na perspetiva dos custos para os cidadãos.

Os novos empreendimentos hidroelétricos vão beneficiar de 216 M€ de subsídios diretos (cf. Portaria n.º 251/2012), a que se juntam custos de construção e financeiros destas barragens, que serão imputados aos consumidores nas faturas de eletricidade. Os ambientalistas estimam que o encargo adicional das novas barragens para as famílias ascenderá a cerca de 10 000 M€. Dito de outra forma, o Programa Nacional de Barragens irá triplicar a dívida tarifária, agravando a fatura elétrica de cada família, em cerca de 5%.

A associação acompanha o tema de perto há quase dez anos. Neste tempo, a barragem do Baixo Sabor foi concluída, a de Foz Tua foi cheia ilegalmente e os empreendimentos propostos para o rio Tâmega avançaram, tendo sido apresentados publicamente a semana passada.

Em todos os casos, o GEOTA constata os impactes sociais e ambientais negativos, a eliminação de empregos, os danos permanentes no desenvolvimento local, e a criação de enormes encargos futuros para os cidadãos portugueses - tudo em nome de 0,5% da produção de energia do país, que poderia ser obtida com alternativas melhores, a custos muito inferiores.

PODCAST-RRB-BUTTON

Publicidade

Caminho de Emaús na RRB

Caminho de Emaús

Clube de Amigos RRB

Clube de Amigos

Este site usa cookies. Ao continuar a navegar no site você concorda com a utilização de cookies. Politica de cookies